Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2021;21(2):133-40.
Violência Autoinfligida por Crianças e Adolescentes em um Município do Interior Paulista
DOI: 10.31508/1676-379320210019
Resumo
Objetivo
Avaliar o perfil epidemiológico e a efetividade do acompanhamento de crianças e adolescentes atendidos em uma rede de atenção à saúde por violência autoprovocada.
Métodos
Foi realizado um estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo por meio da análise de 177 fichas de notificação compulsória de violência interpessoal/autoprovocada e planilha de monitoramento online.
Resultados
A amostra foi majoritariamente composta por adolescentes do sexo feminino (77,40%) entre 15 e 18 anos (56,50%), com índice de reincidência elevado (45,20%). Os principais locais de escolha identificados para abreviar a vida foram a residência (85,31%) e a escola (5,08%), tendo como meios mais utilizados o envenenamento/intoxicação (65,38%) e o uso de objetos perfurocortantes (26,37%).
Conclusão
O presente estudo evidenciou que adolescentes maiores de 15 anos, do sexo feminino, com deficiências/transtornos, e histórico de tentativas prévias apresentam risco aumentado para o suicídio, o que demonstra a necessidade de ferramentas mais efetivas para o acompanhamento das vítimas.
Palavras-chave: Enfermagem pediátrica; Proteção da criança; Saúde do adolescente; Tentativa de suicídio
