Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2021;21(2):78-84.

Desigualdades da prevalência de hipertensão arterial entre adolescentes brasileiros

Bruna Graziela Alcântara de , Lorrane Lídia Silva , Mariana Santos , Sheila Aparecida Ferreira , Ed Wilson Rodrigues

DOI: 10.31508/1676-379320210012

Resumo

Objetivo

Estimar a prevalência e analisar fatores demográficos e socioeconômicos associados à hipertensão arterial entre adolescentes brasileiros.

Métodos

Trata-se de um estudo transversal, multicêntrico e de abrangência nacional com 4.471 adolescentes que foram entrevistados durante as avaliações externas do Programa Nacional de Melhoria da Qualidade da Atenção Primária, entre 2013 e 2014. Foram estimadas as prevalências de hipertensão, com seus intervalos de 95% de confiança (IC95%) segundo fatores socioeconômicos e demográficos. Diferenças entre prevalências foram analisadas pelo teste Qui-quadrado de Pearson. Realizou-se regressão de Poisson com variâncias robustas para estimar os fatores associados à hipertensão.

Resultados

A prevalência nacional de hipertensão foi 4,2% (IC95%: 3,6-4,8%), sem diferenças estatisticamente significativas entre as regiões do país. Dentre os fatores demográficos e socioeconômicos analisados apenas a raça ou cor preta apresentou maior prevalência de diagnóstico de hipertensão (RP: 1,65; IC95%: 1,07-2,55).

Conclusão

Esses achados evidenciam iniquidade em saúde visto que a cor da pele pode ser considerada como proxy de condição socioeconômica.

Desigualdades da prevalência de hipertensão arterial entre adolescentes brasileiros

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