Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2023;23:eSOBEP20230031.

Avaliação da fadiga de crianças e adolescentes em tratamento oncológico

Danielle Pletes dos , Lucas Paulo de , Ana Cristina Wesner , Juliana dos Santos , Daniele Botelho , Gisele Pereira de

DOI: 10.31508/1676-379320230031

Resumo

Objetivo

Avaliar a fadiga de crianças e adolescentes em tratamento oncológico.

Métodos

Estudo transversal com 31 crianças e adolescentes de 5-17 anos, em tratamento oncológico. A coleta de dados foi realizada no período janeiro-agosto de 2022 em um hospital pediátrico de grande porte no Sul do Brasil; lá, o questionário Pediatric Quality of Life InventoryTM Multidimensional Fatigue Scale foi aplicado para avaliar a fadiga e coletado dados clínicos e sociodemográficos. Na estatística descritiva, foram usadas medidas de tendências central e dispersão. As variáveis categóricas foram apresentadas usando frequências absoluta e relativa; na estatística inferencial, usamos os testes de correlação de Pearson ou Spermann com um nível de significância de 5%.

Resultados

Foi observada prevalência do sexo masculino (n=19; 61,3%). A idade média foi 10,6±3,64 anos e o tempo médio de tratamento foi 6,0±3,3 meses. A leucemia linfoide aguda (n=9; 29%) e os tumores de sistema nervoso central (n=5; 16,2%) foram doenças oncológicas mais prevalentes. Quimioterapia foi a modalidade de tratamento mais prevalente (n=17; 54,8%) nos participantes; as modalidades combinadas de quimioterapia com radioterapia ou cirurgia foram as que mais causaram aumento na fadiga.

Conclusão

fadiga estava presente em todos os participantes deste estudo. A dimensão cansaço em relação ao sono e/ou descanso foi a que apresentou os menores escores, justificando os baixos escores também encontrados na dimensão cansaço geral.

Avaliação da fadiga de crianças e adolescentes em tratamento oncológico

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