Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2022;22:eSOBEP2022018.
Participação da família para uma assistência segura à criança hospitalizada
DOI: 10.31508/1676-379320220018
Resumo
Objetivo
Analisar a participação de familiares/acompanhantes para a assistência segura à criança hospitalizada quanto ao processo de comunicação, terapia medicamentosa e procedimentos realizados pela equipe de saúde.
Métodos
Pesquisa descritiva de caráter quantitativo, realizada em um Hospital Pediátrico de Santa Catarina, no período de 2019 a 2021, com amostra intencional não probabilística, composta por 91 familiares/acompanhantes. Os dados foram coletados por meio de instrumento baseado nas metas internacionais para segurança do paciente e analisados por estatística descritiva e analítica, sendo aprovados pelo Comitê de Ética da Instituição.
Resultados
A maioria dos familiares eram mães 75(82,4%), sendo que 5(5,5%) destas relataram problemas de comunicação com a equipe e 36(39,6%) afirmaram ter participado de tomada de decisão quanto à assistência à criança, destes. Os familiares/acompanhantes com ensino fundamental participaram em maior proporção das tomadas de decisão, apresentando diferença estatisticamente significante, no entanto, proporcionalmente também foram a categoria que apresentou problemas de comunicação com maior frequência. Somado a isto, verificou-se que 84(92,3%) dos familiares/acompanhantes observavam se os profissionais confirmavam a identificação e questionavam sobre o medicamento administrado 69(75,8%), no entanto, somente 44(48,4%) questionavam sobre os possíveis efeitos colaterais do medicamento e 39(42,9%) observavam se a criança apresentava algumas alterações após medicamento. Em relação aos procedimentos, 78(85,7%) afirmaram que os profissionais verificavam a identificação da criança antes da realização, no entanto, a confirmação pela pulseira de identificação ocorreu somente em 2(2,6%) destes. Quanto à ocorrência de erro, 13(14,3%) familiares/acompanhantes afirmaram, na perspectiva deles, já ter presenciado a ocorrência, sendo que, destes, 9(69,2%) não foram comunicados pelos profissionais.
Conclusão
Os resultados indicam fragilidades na participação dos familiares/acompanhantes quanto à assistência prestada à criança, destacando-se especialmente falhas na comunicação com a equipe de saúde e condutas do profissional frente ao erro.
Palavras-chave: Enfermagem; Participação do paciente; Segurança do paciente
