Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2020;20(2):66-72.
Higiene oral de recém-nascidos em unidades de terapia intensiva neonatal
DOI: 10.31508/1676-3793202000010
Resumo
Objetivo:
Identificar práticas, crenças e atitudes de profissionais quanto à realização de higiene oral (HO) em recém-nascidos (RNs) atendidos em Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN).
Métodos:
Estudo descritivo e exploratório, realizado em duas UCIN de São Paulo. Os dados foram coletados por meio de questionário e submetidos à análise estatística descritiva.
Resultados:
Participaram da pesquisa 42 profissionais. Destes, 92,8% referiram realizar a HO em RN gravemente enfermos, sendo o conforto o principal motivo (35,6%) e a gravidade do RN a principal dificuldade (27,5%) para a realização desta prática. A maior parte dos profissionais realiza a HO uma vez por plantão, e discorda de que higienizar a cavidade oral é uma atividade difícil de ser realizada tanto nos RNs intubados (41,4%) quanto nos não intubados (75,6%).
Conclusão:
A maior parte dos profissionais realiza HO em RNs gravemente enfermos, principalmente para promoção do conforto, identificando como dificuldade a gravidade do RN.
Palavras-chave: Cuidados críticos; Enfermagem neonatal; Higiene bucal
