Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2007;7(2):67-73.
UTILIZAÇÃO DE SURFACTANTE EXÓGENO NAS UNIDADES NEONATAIS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
DOI: 10.31508/1676-3793200700008
Resumo
Estudo quantitativo, descritivo, cujo objetivo foi traçar o perfil de utilização do surfactante exógeno nas unidades da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. A amostra constou de 444 fichas de controle da utilização de surfactante exógeno, no período de janeiro de 2005 a março de 2006. As variáveis analisadas foram: peso; Apgar; número de doses; indicação diagnóstica; e uso de corticóide materno. Utilizou-se o software EPI-INFO 6.04 para tratamento dos dados. A média de peso foi 1.210g. Houve predominância de doença da membrana hialina (78,6%), seguida de síndrome da aspiração meconial (6,3%), pneumonia (3,5%), hemorragia pulmonar (0,2%), outras indicações (0,4%) e 11% dados indisponíveis. A maioria (60,8%) recebeu uma dose de surfactante; 31,3%, duas; 7,0%, três; e 0,9% quatro. Um dado alarmante foi que 70% das gestantes não receberam corticóide ante-parto, denotando falha no atendimento pré-natal. Conclui-se que a utilização do surfactante está em consonância com a literatura.
Palavras-chave: Enfermagem neonatal; Recém-nascido prematuro; surfactantes pulmonares
