Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2022;22:eSOBEP2022005.
Posição da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras sobre a vacinação infantil contra a COVID-19
DOI: 10.31508/1676-379320220005
Introdução
Idealizada pelo sanitarista Oswaldo Cruz há mais de um século, a imunização no Brasil possibilitou erradicar e controlar doenças preveníveis por meio da vacina. Com aproximadamente cinquenta anos de existência, mundialmente o Programa Nacional de Imunização (PNI) brasileiro é reconhecido pelo seu sucesso em atingir altos níveis de cobertura populacional. Para ele, não existem excluídos. Enquanto ação desempenhada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é universal, ou seja, um direito de cidadania a todas as pessoas. Desse modo, as vacinas do programa estão à disposição de todos em unidades básicas de saúde, ambulatórios que compõem a rede de atenção à saúde e até mesmo por meio de “mega drive thrus” e “mega postos”, especialmente em grandes campanhas como é o caso da vacinação contra a COVID-19. Além disso, pressupondo a necessidade de ampliar o acesso às ações de vacinação, o empenho das equipes permite levar a imunização a locais de difícil acesso – às matas, morros, becos, comunidades e palafitas. Elas vão aonde é preciso ir para imunizar a população. Trata-se, enfim, de um programa que operacionaliza a universalidade e a igualdade, enquanto princípios do SUS, honrando com o compromisso de prevenir doenças na população.
Com o início da pandemia da COVID-19, em 2020, as rotinas diárias de toda a sociedade se modificaram em função da necessidade de isolamento físico e intensificação de medidas de higiene, observando-se o impacto das mídias sociais na veiculação de fake news sobre a doença, tratamento e imunização contra a Covid-19, bem como sobre o papel da ciência nas vidas das pessoas.
[…]
