Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2024;24:e-edt1.
Infâncias plurais e o cuidado de enfermagem
DOI: 10.31508/1676-379320240001edt
Em um país de extensão continental, como é o caso do Brasil, é natural que tenhamos acentuadas diferenças regionais, da fauna, da flora e culturais, que impactam nas diversas formas de ser e viver da nação brasileira. Além dessas diferenças, temos também as de classe, raça e gênero, que, em uma sociedade capitalista, racista, classista e xenofóbica, fazem com que elas sejam o cerne das desigualdades, ou seja, um modo diferente de ser e estar no mundo estabelece relações hierárquicas de poder, e o diferente é visto e tratado como inferior.
E quem é o diferente? Diferente em relação a quem? Quem são os modelos étnicos que temos por balizadores, a quem queremos nos igualar? Quais os valores e caminhos que nos norteiam? Essas perguntas podem estar na gênese dos problemas sociais que enfrentamos. Porém, se não temos respostas claras, temos a certeza de que existem modos diferentes de nascer, crescer e morrer, os quais extrapolam as diferenças regionais e culturais do nosso povo e estão diretamente ligados às condições de desigualdade que vivemos.
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