Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2002;2(2):69-73.

O cuidado centrado na família no cenário da terapia intensiva neonatal

Raquel
Tamez

DOI: 10.31508/1676-3793200200005

INTRODUÇÃO

Antes do surgimento dos hospitais e clínicas, o cuidado ao paciente era realizado na casa do mesmo, pelos familiares. A estrutura hospitalar foi idealizada tendo em vista prestar cuidados integrais ao paciente, com a utilização de profissionais especializados e equipamentos sofisticados. Estamos numa era em que a ciência e a tecnologia têm contribuído grandemente para o progresso do cuidado com a criança doente, onde não foram feitas previsões para incluir a família como parte do cuidado, bem como participantes na tomada de decisões relacionadas com o curso de tratamento.

Com o decorrer dos anos, profissionais de saúde começaram a preocupar-se com os efeitos negativos da exclusão da família como membro ativo no cuidado e recuperação do paciente. Principalmente na UTI neonatal, com a internação do recém-nascido enfermo ou prematuro, o relacionamento mãe-filho sofre uma interrupção, prejudicando o processo de apego e laços afetivos que se desenvolvem após o nascimento entre mãe-filho. Klaus e Kennell, já em 1982, começaram a estudar o apego entre os pais e o recém-nascido hospitalizado. Em 1987, foi reconhecida a importância da presença dos pais na UTI neonatal, e surgiram idéias de como promover o cuidado centrado na família, onde é feito o reconhecimento que a família é o componente central na vida da criança e deve ser central no plano de cuidado da criança.

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O cuidado centrado na família no cenário da terapia intensiva neonatal

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