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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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				<journal-title>Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">2238-202X</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.31508/1676-3793202505</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>ARTIGO DE REVISÃO</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Internações por doenças diarreicas na infância no Brasil e na Guiné-Bissau: revisão integrativa da literatura</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>Hospitalizaciones por enfermedades diarreicas en la infancia en Brasil y Guinea-Bissau: una revisión integradora de la literatura</trans-title>
				</trans-title-group>
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						<surname>Cassamá</surname>
						<given-names>Dauda Ansu</given-names>
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					<role>declaram que contribuíram com a concepção do estudo</role>
					<role>coleta, análise e interpretação dos dados</role>
					<role>redação do artigo</role>
					<role>revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e aprovação da versão final a ser publicada</role>
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						<given-names>Vitória Camilly dos Santos</given-names>
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						<given-names>Camila Lovato de</given-names>
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						<surname>Jantsch</surname>
						<given-names>Leonardo Bigolin</given-names>
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						<surname>Neves</surname>
						<given-names>Eliane Tatsch</given-names>
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			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Maria</institution>
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					<named-content content-type="city">Santa Maria</named-content>
					<named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
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				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c01">
					<label>Autor correspondente:</label> Vitória Camilly dos Santos Alves | E-mail: <email>alves.vitoria@acad.ufsm.br</email>
				</corresp>
				<fn fn-type="coi-statement">
					<label>Conflitos de interesse:</label>
					<p> nada a declarar.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>31</day>
				<month>12</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>25</volume>
			<elocation-id>eSOBEP202505</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>10</day>
					<month>07</month>
					<year>2025</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>03</day>
					<month>11</month>
					<year>2025</year>
				</date>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
					<license-p> This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited. </license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p> Identificar na literatura científica as evidências relacionadas às principais causas de internação hospitalar por doenças diarreicas agudas (DDAs) em crianças no Brasil e na Guiné-Bissau.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método</title>
					<p> Esta Revisão Integrativa da Literatura usou a estratégia PICo para formular a questão de pesquisa e organizar a coleta de dados: P (População): crianças; I (Interesse): internações por DDA; e Co (Contexto): ambiente hospitalar. A coleta de dados foi realizada de maio a julho de 2024 nas bases de dados LILACS, BDENF, MEDLINE e SciELO usando estratégias de busca específicas para cada base. Foram recuperados 71 artigos na LILACS (27), BDENF/MEDLINE (14) e SciELO (30). Após aplicar os critérios de inclusão e exclusão, 16 estudos foram selecionados para análise temática descritiva.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p> As evidências encontradas no Brasil e na Guiné-Bissau mostraram que as internações hospitalares por DDA estão fortemente associadas a fatores socioeconômicos e ambientais. Como agravantes e causas diretas do aumento nas hospitalizações, foram identificados a precariedade das condições de vida, a ausência ou deficiência de saneamento básico, a qualidade da água e a variabilidade climática. Em contraste, a vacinação contra o Rotavírus e a adoção de padrões de aleitamento materno exclusivo mostraram ser medidas eficazes para reduzir a incidência de casos graves que evoluem para internação hospitalar.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusão</title>
					<p> Nos países estudados, as taxas de internação hospitalar por doenças diarreicas agudas refletem as profundas desigualdades socioeconômicas e as condições sanitárias. A pobreza, o baixo nível de escolaridade dos cuidadores e a falta de saneamento básico são os principais fatores associados à necessidade de hospitalização e ao risco de mortalidade infantil por DDA.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p> Identificar en la literatura científica la evidencia relacionada con las principales causas de hospitalización por enfermedades diarreicas agudas (EDA) en niños en Brasil y Guinea-Bissau.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método</title>
					<p> Esta Revisión Integrativa de la Literatura utilizó la estrategia PICo para formular la pregunta de investigación y organizar la recolección de datos: P (Población): niños; I (Interés): hospitalizaciones por EDA; y Co (Contexto): entorno hospitalario. La recolección de datos se realizó de mayo a julio de 2024 en las bases de datos LILACS, BDENF, MEDLINE y SciELO, utilizando estrategias de búsqueda específicas para cada base de datos. Se recuperaron 71 artículos de LILACS (27), BDENF/MEDLINE (14) y SciELO (30). Tras aplicar los criterios de inclusión y exclusión, se seleccionaron 16 estudios para el análisis temático descriptivo.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p> La evidencia encontrada en Brasil y Guinea-Bissau mostró que las hospitalizaciones por enfermedades diarreicas agudas están fuertemente asociadas con factores socioeconómicos y ambientales. Las malas condiciones de vida, la falta o deficiencia de saneamiento básico, la calidad del agua y la variabilidad climática se identificaron como factores agravantes y causas directas del aumento de las hospitalizaciones. En cambio, la vacunación contra el rotavirus y la adopción de normas de lactancia materna exclusiva demostraron ser medidas eficaces para reducir la incidencia de casos graves que derivan en hospitalización.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusión</title>
					<p> En los países estudiados, las tasas de hospitalización por enfermedades diarreicas agudas reflejan profundas desigualdades socioeconómicas y condiciones sanitarias. La pobreza, el bajo nivel educativo de los cuidadores y la falta de saneamiento básico son los principales factores asociados a la necesidad de hospitalización y al riesgo de mortalidad infantil por enfermedades diarreicas agudas.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Descritores:</title>
				<kwd>Crianças</kwd>
				<kwd>Doenças Diarreicas</kwd>
				<kwd>Hospitalização</kwd>
				<kwd>Indicadores de morbimortalidade</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Descriptores:</title>
				<kwd>Niños</kwd>
				<kwd>Enfermedades Diarreicas</kwd>
				<kwd>Hospitalización</kwd>
				<kwd>Indicadores de Morbilidad y Mortalidad</kwd>
			</kwd-group>
			<counts>
				<fig-count count="2"/>
				<table-count count="4"/>
				<equation-count count="0"/>
				<ref-count count="23"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A doença diarreica aguda (DDA) é um importante problema de saúde pública em várias regiões do mundo, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil, especialmente nos países em desenvolvimento. A diarreia é também uma das principais razões de procura por consultas na Atenção Primária à Saúde (APS).<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup>⁻<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>)</sup></p>
			<p>Embora a DDA afete indivíduos de todas faixas etárias, as crianças menores de cinco anos são as mais suscetíveis e vulneráveis. A DDA é caracterizada pelo aumento no número de evacuações aquosas ou inconsistentes (≥3 em 24 h), podendo ser agravada por fatores tais como baixa qualidade da água potável, saneamento básico inadequado e deficiência nutricional.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup></p>
			<p>Vários agentes (bactérias, vírus e parasitas) podem causar a doença, e a transmissão fecal-oral ocorre através de alimentos, água contaminada ou contato interpessoal.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup> Os sintomas incluem perda de apetite, vômitos, perda de peso e febre; em casos graves, os sintomas podem evoluir para desidratação, convulsão, dano cerebral e morte evitável.</p>
			<p>As DDA são potencialmente preveníveis através de medidas simples e eficazes, tais como fornecimento de água potável, boas condições sanitárias, educação em saúde, amamentação exclusiva (até seis meses de idade), vacinação contra o rotavírus etc.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>)</sup> Assim, o fortalecimento das políticas públicas voltadas à promoção da saúde e prevenção de doenças tem papel essencial em reduzir as desigualdades e proteger a infância, reforçando o valor de programas intersetoriais de saneamento, vigilância epidemiológica e atenção primária.</p>
			<p>Apesar das melhorias nos indicadores de morbimortalidade por DDA em nível global, a doença ainda tem elevadas taxas em vários países, sobretudo na região da África Subsaariana. Foi estimado que a DDA é responsável por cerca de quatro milhões de mortes anuais, embora o uso da terapia de reidratação oral tenha contribuído para reduzir as hospitalizações infantis.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>)</sup></p>
			<p>Estudos apontaram que crianças com 1-4 anos são mais propensas a contrair DDA em comparação às mais velhas.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>)</sup>No Brasil, as regiões Norte e Nordeste têm os maiores índices da doença. Entre 2000 e 2010, foram registradas 22.933 mortes em crianças com &lt;1 ano e 1.209.622 internações; a região Nordeste é respectivamente responsável por 57% e 46% desses totais.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup></p>
			<p>Na Guiné-Bissau, um país com um dos maiores índices de mortalidade infantil no mundo, 41,9% da população tem menos de 15 anos, e 53% não têm acesso a água potável. Só 32% dos moradores urbanos e 17% dos rurais dispõem de um saneamento básico adequado.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>)</sup> Essa precariedade impacta diretamente a saúde infantil, estando associada a altas taxas de hospitalização e mortalidade evitável.</p>
			<p>O Fundo das Nações Unidas para a Infância destaca que 94% das crianças com &lt;5 anos de idade registradas por Agentes de Saúde Comunitária (ASC) receberam apoio para tratamento contra doenças prevalentes na infância (tais como malária, diarreia e pneumonia), além de ações de vacinação e acompanhamento nutricional. Foi estimado que esse tipo de intervenção, apoiada por políticas públicas de saúde, tenha contribuído para reduzir as internações hospitalares e mortes precoces.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>)</sup></p>
			<p>Então, é relevante investigar as evidências associadas às internações hospitalares de crianças por doenças diarreicas no Brasil e na Guiné-Bissau. Assim, este estudo buscou contribuir para a literatura nacional reforçando a importância das políticas públicas de promoção da saúde e prevenção de doenças, especialmente no contexto de desigualdades socioeconômicas e condições sanitárias.</p>
			<p>Portanto, a pergunta de pesquisa foi a seguinte: quais são as evidências sobre internações hospitalares por doenças diarreicas em crianças no Brasil e na Guiné-Bissau? O objetivo deste estudo foi identificar, na literatura científica, as principais causas associadas a essas internações nos dois países.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Métodos</title>
			<p>Este estudo foi uma revisão integrativa da literatura. Esse tipo de revisão permite integrar ideias e conceitos existentes na produção científica sobre o tema a ser estudado<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref>)</sup>Para sua elaboração, foram seguidas as seguintes etapas: formulação do protocolo para orientar a revisão e definição da pergunta de pesquisa; coleta de dados nas bases da CAPES; avaliação, análise e interpretação dos dados; categorização das informações; apresentação dos resultados e conclusão.</p>
			<p>A questão de pesquisa foi estruturada segundo a estratégia PICo, composta por:</p>
			<list list-type="bullet">
				<list-item>
					<p>P (População): crianças;</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>I (Interesse): internações por doenças diarreicas; e</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>Co (Contexto): internações hospitalares no Brasil e na Guiné-Bissau.</p>
				</list-item>
			</list>
			<p>A coleta de dados foi realizada entre os meses de maio e julho nas bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO).</p>
			<p>Os termos foram organizados através do operador booleano AND, usando descritores conforme os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e o Medical Subject Headings (MeSH). As estratégias usadas são apresentadas no <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Estratégia de busca em bases de dados. Santa Maria.</title>
					</caption>
					<table frame="hsides" rules="groups">
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" style="font-weight:normal">Base de dados</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">Critérios de Busca</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td>LILACS</td>
								<td>(criança) AND (“Doença diarreica”) AND (hospitalização)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td>SCIELO</td>
								<td>(“criança”) AND (“doença diarreica”) AND (“internação hospitalar”)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td>MEDLINE e BDENF</td>
								<td>crianças AND (doenças diarreicas) AND (db:(“MEDLINE” OR “BDENF”)) AND (year_cluster:[2015 TO 2023])</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: os autores</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Os critérios de inclusão usados para selecionar os artigos foram os seguintes: ser artigo original disponível integralmente, publicado nos idiomas português, inglês ou espanhol, abordando o tema ou pergunta de pesquisa proposta, com delimitação temporal entre 2015 e 2023. Esse recorte foi justificado pelo fato de que em 2015 o Ministério da Saúde publicou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), considerada um marco para a saúde infantil. Na Guiné-Bissau, políticas públicas específicas relacionadas à saúde da criança não foram publicadas até o momento.</p>
			<p>Após a busca de artigos, os títulos e resumos foram lidos, excluindo os estudos que não atenderam à pergunta de pesquisa e aos critérios de inclusão definidos. Em seguida, os artigos selecionados foram lidos integralmente por dois pesquisadores independentes; aqueles que atenderam ao objetivo desta revisão foram então incluídos.</p>
			<p>Para extração de dados, foi elaborado um quadro contendo informações sobre o seguinte: número indicador do artigo, referência, objetivo da pesquisa, delineamento metodológico, cenário da pesquisa, resultados, conclusões e nível de evidência.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>)</sup></p>
			<p>Quanto ao nível de evidência científica, foi adotada a classificação proposta por Fineout-Overholt e Melnyk<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>)</sup>, em que as evidências foram organizadas em sete níveis, do mais elevado (revisões sistemáticas e metanálises) ao mais baixo (opiniões de especialistas e relatórios de comitês).</p>
			<p>A apresentação da revisão inclui a síntese do conhecimento desenvolvida, relacionando doenças diarreicas e os fatores associados às internações hospitalares. Essas etapas constituem os resultados e a discussão.</p>
			<p>Os aspectos éticos de pesquisa com seres humanos não foram aplicados pois esta foi uma revisão integrativa da literatura em que seres humanos não foram alvo direto da busca. Porém, os princípios éticos relacionados aos direitos autorais e à integridade científica foram respeitados.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>Após as buscas, foram incluídos 71 artigos obtidos nas bases LILACS (27), MEDLINE e BDENF (14) e SciELO (30); 16 deles foram incluídos no corpus do estudo para análise integral. A <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref> mostra o fluxo e seleção de artigos desta revisão integrativa com base no modelo PRISMA.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>)</sup></p>
			<p>
				<fig id="f01">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>Fluxograma dos processos de busca e seleção de artigos</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2238-202X-sobep-25-eSOBEP202505-gf01.tif"/>
					<attrib>Fonte: Autores</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Os dados foram organizados e interpretados a partir da sistematização e elaboração de um quadro sinóptico analítico, contendo as seguintes informações: código do estudo, autores, ano e país, título, objetivo, delineamento metodológico, resultados, conclusão e nível de evidência (<xref ref-type="table" rid="t2">Quadro 2</xref>).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Quadro 2</label>
					<caption>
						<title>Síntese dos objetivos, resultados, conclusões e nível de evidência dos artigos selecionados.</title>
					</caption>
					<table frame="hsides" rules="groups">
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" style="font-weight:normal">REFERÊNCIA DAS PUBLICAÇÕES</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">OBJETIVOS</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">DELINEAMENTO METODOLÓGICO</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">RESULTADOS</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">CONCLUSÕES</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">NÍVEIS DE EVIDÊNCIA</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td valign="top">Costa REAR, Visgueira ARL, Sousa RFV, Monteiro KJL, Horta MAP, Oliveira BFA. Tendência de indicadores de morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em menores de cinco anos no estado do Piauí (2000–2019). Rev Bras Saúde Mater Infant. 2023;23:e20230120.</td>
								<td valign="top">Analisar a tendência de indicadores de morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em menores de cinco anos no Piauí.</td>
								<td valign="top">Estudo ecológico.</td>
								<td valign="top">A média das taxas de internação foi maior na macrorregião semiárido (36,6/1000 menores de cinco anos) e menor em Teresina (14,9/1000 menores de cinco anos). A média dos coeficientes de mortalidade foi maior na macrorregião litoral (0,98/1000 nascidos vivos) e menor em Teresina (0,47/1000 nascidos vivos). Os indicadores mostraram uma tendência de redução em todos locais analisados (p&lt;0,05). Foi notado um ponto de inflexão a partir de 2009, com redução significativa das taxas de internação nas macrorregiões cerrados e semiárido.</td>
								<td valign="top">Os indicadores de morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em menores de cinco anos mostraram uma tendência de redução no Piauí entre 2000 e 2019, com diferenças nas tendências entre as macrorregiões avaliadas.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Vaz FPC, Nascimento LFC. Spatial distribution for diarrhea hospitalization in São Paulo State. Rev Bras Saúde Mater Infant. 2017;17(3):483-90.</td>
								<td valign="top">Identificar padrão espacial para taxas de internação por diarreia em crianças nos municípios do Estado de São Paulo.</td>
								<td valign="top">Estudo ecológico e exploratório.</td>
								<td valign="top">Houve 34802 internações, com média no período de 4,7 internações/1000 crianças (dp=7,2). As taxas de internação foram correlacionadas com escolaridade (r=0,09; p&lt;0,05). O índice de Moran para taxa de internação foi i=0,31 (p&lt;0,01). O Mapa temático das taxas de internação mostrou aglomerado de municípios no Oeste do Estado; o mapa de Kernel mostra uma maior densidade de internação nesta região e o mapa de Moran identificou 57 municípios que merecem atenção.</td>
								<td valign="top">Os resultados dão subsídios para os gestores municipais e regionais na implantação de medidas visando reduzir essas taxas.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Paulo RLP, Rodrigues ABD, Machado BM, Gilio AE. O impacto da vacinação contra o rotavírus nas visitas ao pronto-socorro e nas internações hospitalares por diarreia aguda em crianças menores de 5 anos. J Pediatr (Rio J). 2017;93(6):506-12.</td>
								<td valign="top">Analisar o impacto do rv1 nas visitas ao serviço de urgência (de) e internações hospitalares por diarreia aguda.</td>
								<td valign="top">Estudo ecológico retrospectivo.</td>
								<td valign="top">As taxas de visita ao pronto-socorro por diarreia aguda foram de 85,8 e 80,9 por 1.000 visitas totais ao pronto-socorro nos períodos pré e pós-vacinação, respectivamente, resultando em redução de 6% (ic95: 4-9%, p&lt;0,001). As taxas de internação por diarreia aguda foram de 40,8 por 1.000 no período pré-vacinal e caíram para 24,9 por 1.000 internações, resultando em redução de 40% (ic95: 22-54%, p&lt;0,001).</td>
								<td valign="top">A introdução da vacina rv1 resultou em redução de 6% nas visitas ao SUS e de 40% nas internações hospitalares por diarreia aguda.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Meneguessi GM, Mossri RM, Segatto TCV, Reis PO. Morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em crianças menores de 10 anos no Distrito Federal, 2002 a 2012. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(4):721-30.</td>
								<td valign="top">Descrever a morbimortalidade e a sazonalidade das doenças diarreicas nos menores de 10 anos de idade residentes no Distrito Federal, Brasil, de 2003 a 2012</td>
								<td valign="top">Estudo descritivo.</td>
								<td valign="top">Foram contabilizados 558.737 casos de diarreia, com maior incidência entre menores de 1 ano (32,3 casos/100 crianças em 2003); no período, reduziram-se as taxas de hospitalização (de 6,5 para 3,0 internações/1000 crianças), mortalidade (de 4,5 para 1,5 óbitos/100 mil crianças) e letalidade hospitalar (de 0,70 para 0,49/100 crianças), com queda mais acentuada após a implantação da vacina contra rotavírus em 2006; as maiores taxas de internação ocorreram entre julho e setembro.</td>
								<td valign="top">Houve redução na morbimortalidade por diarreia, principalmente em menores de 1 ano, com predomínio de internações na estação seca.</td>
								<td valign="top">NE-6</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Masukawa MLT, Moriwaki AM, Santana RG, Uchimura NS, Uchimura TT. Impacto da vacina oral de rotavírus humano nas taxas de hospitalização de crianças. Acta Paul Enferm. 2015; 28(3):243-9.</td>
								<td valign="top">Avaliar o risco de hospitalização por diarreias agudas em crianças menores de cinco anos no período de dez anos, antes e depois da vacina oral do rotavírus</td>
								<td valign="top">Estudo ecológico-descritivo-analítico.</td>
								<td valign="top">No período estudado a taxa de hospitalização foi de 117,41 por 10.000. No período pré-vacinal, foi observado que a mediana da taxa de hospitalização foi de 124,2/10.000 crianças. Após a introdução da vacina, as taxas de hospitalização foram menores quando comparadas à mediana dos anos pré-vacina.</td>
								<td valign="top">Houve redução nas taxas de hospitalização por diarreias agudas, sugerindo que o uso da vacina e outros fatores associados podem reduzir os números de casos.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Benicio MHD’A, Monteiro CA. Tendência secular da doença diarréica na infância na cidade de São Paulo (1984-1996). Rev Saúde Pública. 2000;34(6 Suppl):83-90.</td>
								<td valign="top">Estimar a prevalência e distribuição social da doença diarreica na infância, estabelecer a tendência secular dessa enfermidade e analisar sua determinação através dos dados coletados por dois inquéritos domiciliares realizados na cidade de São Paulo, SP, em 1984/85 e 1995/96.</td>
								<td valign="top">Os inquéritos estudaram amostras probabilísticas da população</td>
								<td valign="top">Entre os inquéritos, houve reduções expressivas na prevalência instantânea da diarreia (de 1,70% para 0,90%) e na incidência anual de hospitalizações pela doença (de 2,21 para 0,79 internações por 100 crianças-ano). O declínio desses indicadores foi mais intenso no terço mais pobre da população, contribuindo para reduzir a desigualdade social quanto à ocorrência da doença.</td>
								<td valign="top">Melhorias no poder aquisitivo das famílias e na cobertura da rede pública de abastecimento de água justificariam parte considerável do declínio na prevalência da diarreia. Entre crianças menores de dois anos, há indicação de que esse declínio pode ter sido favorecido por um aumento discreto na frequência da amamentação.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Torres RMC, Bittencourt SA, Oliveira RM, Siqueira ASP, Sabroza PC, Toledo LM. Uso de indicadores de nível local para análise espacial da morbidade por diarreia e sua relação com as condições de vida. Ciênc Saúde Colet. 2013;18(5):1441-50.</td>
								<td valign="top">Analisar a distribuição espacial da morbidade por diarreia em crianças e sua associação com condições de vida.</td>
								<td valign="top">Estudo ecológico</td>
								<td valign="top">As diarreias ainda representam uma elevada parcela das hospitalizações em crianças (15,5% entre 2006 e 2009). A rid foi elevada no período (69,7 hospitalizações/1.000 nv)</td>
								<td valign="top">A análise espacial identificou que os bairros com maiores valores de rid foram, em sua maioria, aqueles com maiores aglomerações populacionais e melhores condições de Vida.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Mendes PS, Ribeiro Jr HC, Mendes CM. Temporal trends of overall mortality and hospital morbidity due to diarrheal disease in Brazilian children younger than 5 years from 2000 to 2010. J Pediatr (Rio J). 2013;89(3):315-25.</td>
								<td valign="top">Conhecer as tendências temporais dos indicadores de mortalidade geral e morbidade hospitalar por doença diarreica em crianças menores de um ano e de um a quatro anos, conforme as regiões brasileiras, entre 2000 e 2010.</td>
								<td valign="top">Estudo ecológico de séries temporais.</td>
								<td valign="top">A mortalidade por diarreia no Brasil mostrou tendência de decréscimo desacelerado em ambas faixas etárias. Quanto à hospitalização, houve uma tendência decrescente discreta nos menores de um ano e ascendência insignificante entre 1-4 anos, mas com menor permanência e valor médio de internação, independentemente da idade e região. No norte e nordeste, foram registrados os maiores coeficientes de mortalidade e maior porcentagem de internação nos menores de um ano. O centro-oeste apresentou uma maior redução média anual no tempo de permanência hospitalar</td>
								<td valign="top">Atualmente, os indicadores de mortalidade geral e morbidade hospitalar por diarreia em crianças brasileiras estão geralmente mais baixos, mas lentamente decrescentes.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Bittencourt SA, Leal MC, Santos MO. Hospitalizações por diarreia infecciosa no Estado do Rio de Janeiro. Cad Saúde Pública. 2002;18(3):747-54.</td>
								<td valign="top">Medir a taxa de hospitalização de diarreia infantil no Rio de Janeiro em 1996 e a associação com informações demográficas, geográficas e clínicas, cotejando diferenças entre hospitais públicos/universitários e contratados/filantrópicos do Sistema Único de Saúde (SUS).</td>
								<td valign="top">Estudo ecológico retrospectivo</td>
								<td valign="top">As variações observadas quanto à idade das crianças internadas, o tempo e custos médios de internação e o uso da unidade de tratamento intensivo podem refletir diferenças na conduta médica e, assim, na capacidade do serviço em evitar o óbito por diarreia das crianças internadas.</td>
								<td valign="top">Conclui-se que é necessário monitorar, de forma contínua, a utilização dos recursos hospitalares, para atuar diretamente nos custos e na qualidade da assistência prestada.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Vanderlei LCM, Silva GAP, Braga JU. Fatores de risco para internamento por diarreia aguda em menores de dois anos: estudo de caso-controle. Cad Saúde Pública. 2003;19(2):455-63.</td>
								<td valign="top">Investigar a associação entre determinantes socioeconômicas, demográficos e biológicos e hospitalização por diarreia aguda em menores de dois anos.</td>
								<td valign="top">Foi usado um estudo tipo caso-controle</td>
								<td valign="top">Foram usados os programas epi info e stata para análise de dados. Foram calculados o odds ratio e os intervalos de confiança de 95% usando a técnica de regressão logística múltipla, para controlar os fatores de confusão, considerando um modelo hierarquizado dos fatores de risco.</td>
								<td valign="top">A investigação usando o modelo proposto mostrou que há associação entre internação por paridade das mães ≥5 filhos, criança menor de seis meses e gravidade dos episódios, que depende da interação entre condições socioeconômicas desfavoráveis, baixa idade das crianças e episódio diarreico grave.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Boccolini CS, Boccolini PMM. Relação entre aleitamento materno e internações por doenças diarreicas nas crianças com menores de um ano de vida nas capitais brasileiras e Distrito Federal, 2008. Epidemiol Serv Saúde. 2011;20(1):19-26.</td>
								<td valign="top">A prevalência do aleitamento materno tem aumentado nas duas últimas décadas como resultado das políticas públicas de incentivo a esta prática.</td>
								<td valign="top">Estudo epidemiológico ecológico</td>
								<td valign="top">Foi usado o teste não-paramétrico de Spearman para correlacionar as variáveis. Foram estudados 1.329.618 nascidos vivos no período. O aumento na prevalência de aleitamento materno exclusivo em crianças com menos de 4 meses de vida teve correlação negativa com as taxas de internação por diarreia (r=-0,483, p=0,014), sendo essa correlação mais forte para meninas (r=-0,521, p=0,016) que para meninos (r=-0,476, p=0,008).</td>
								<td valign="top">O aumento na prevalência de aleitamento materno exclusivo entre 1999 e 2008 parece estar correlacionado com a redução nas taxas de internação hospitalar por diarreias no mesmo período, confirmando a importância das políticas públicas de promoção, proteção e apoio do aleitamento materno.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Matijasevich A, Cesar JA, Santos IS, Barros AJD, Dode MASO, Barros FC, et al. Internações na infância em três estudos de base populacional no Sul do Brasil: tendências e diferenciais. Cad Saúde Pública. 2008;24(Suppl 3):S437-43.</td>
								<td valign="top">Mensurar a ocorrência de hospitalização no primeiro ano de vida e examinar a associação entre internação e causa da internação, sexo, peso ao nascer e renda familiar.</td>
								<td valign="top">Estudo de coorte</td>
								<td valign="top">Houve uma redução acentuada nas hospitalizações por diarreia, mas a frequência de hospitalização por todas causas permaneceu constante. Nas três coortes, os bebés de famílias mais pobres e os nascidos com peso &lt;2.000 g apresentaram as maiores frequências de hospitalização por diarreia e todas outras causas; estes últimos também apresentaram um aumento acentuado nas hospitalizações por todas causas.</td>
								<td valign="top">Esses achados poderiam ser explicados por um alto número de nascimentos prematuros na população estudada.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Rocha MCGS, Carminate DLG, Tibiriçá SHC, Carvalho IP, Silva MLR, Chebli JMF. Diarreia aguda em crianças hospitalizadas do município de Juiz de Fora, MG, Brasil: prevalência e fatores de risco associados à gravidade da doença. Arq. Gastroenterol. 2012;49(4).</td>
								<td valign="top">Descrever a prevalência das características demográficas, epidemiológicas e clínicas de crianças menores de 6 anos hospitalizadas por diarreia aguda e investigar a associação entre esses determinantes e a gravidade do episódio diarreico.</td>
								<td valign="top">Estudo retrospectivo, transversal.</td>
								<td valign="top">A taxa de prevalência de internação por diarreia aguda foi 8,4%. Os fatores significativamente associados à gravidade do episódio diarreico foram: idade &lt;6 meses (p=0,01, or=2,762); início da doença durante o outono (p=0,033, or=1,742), presença de febre (p=0,017, or=1,715) e uso de antibióticos durante a internação (p=0,000, or=3,872).</td>
								<td valign="top">Diarreia é a terceira causa mais comum de internação em crianças menores de 6 anos em Juiz de Fora (MG). Idade jovem (≤6 meses), febre, uso de antibióticos durante a internação e início da doença durante o outono são fatores de risco associados ao maior tempo de internação.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Brito LCS, Pacheco HSA, Nascimento BSA, Sousa WEA, Melo AS, Conceição HN, et al. INTERNAÇÕES POR DIARREIA EM CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS. Rev Enferm UFPE Online. 2021;15(1).</td>
								<td valign="top">Descrever as características epidemiológicas das internações hospitalares por doenças diarreicas agudas em crianças menores de cinco anos de idade.</td>
								<td valign="top">Estudo quantitativo, descritivo, ecológico, de séries temporais, estatística descritiva.</td>
								<td valign="top">Foram observadas 21.805 internações hospitalares por doenças diarreicas em menores de 5 anos entre 2010 e 2019. Prevaleceram as internações na faixa etária de 1-4 anos (76,9%), sexo masculino (52,3%) e cor parda (52,5%). O mês de janeiro apresentou o maior número de casos (12%).</td>
								<td valign="top">O número de internações hospitalares diminuiu consideravelmente durante os últimos 10 anos. Porém, é necessário adotar cuidados redobrados, principalmente, no período chuvoso.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Duarte JL, Diaz-Quijano FA, Batista AC, Duarte AF, Melchior LAK, Giatti LL. Variabilidade climática e internações por doenças diarreicas infecciosas em um município da Amazônia Ocidental brasileira. Ciênc Saúde Colet. 2019;24(8):2959-70.</td>
								<td valign="top">Analisar a associação das taxas de internação por doenças diarreicas infecciosas na população do município de Rio Branco (AC), com precipitação pluvial, nível do rio, umidade e temperatura entre os anos 2000 e 2013.</td>
								<td valign="top">Estudo de coorte</td>
								<td valign="top">Os resultados mostraram que há uma associação positiva entre as internações por doenças diarreicas infecciosas e o nível do Rio Acre (rt:1,07; ic95%:1,04-1,1); houve um decréscimo de 14% nessas taxas de internação entre os anos 2000 e 2013 (rt:0,86; ic95%:0,85-0,87); o grupo mais vulnerável pertence à faixa etária de menores de 1 ano de vida.</td>
								<td valign="top">Este estudo mostrou a vulnerabilidade de uma cidade na Amazônia quanto à variabilidade climática e a respectiva influência epidemiológica na incidência de internações por doenças diarreicas infecciosas.</td>
								<td valign="top">NE-4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Vasconcelos MJOB, Rissin A, Figueiroa JN, Lira PIC, Filho MB. Doenças diarreicas e hospitalizações em menores de cinco anos no Estado de Pernambuco, Brasil, de 1997 a 2006. Ciênc Saúde Colet. 2018;23(3):715-722.</td>
								<td valign="top">Avaliar as tendências temporais e geográficas das diarreias e suas implicações nas demandas de hospitalização de crianças menores de cinco anos em Pernambuco de 1997 a 2006.</td>
								<td valign="top">Estudo descritivo e retrospectivo</td>
								<td valign="top">A ocorrência de casos no dia ou nas duas semanas anteriores à entrevista foi considerada como prevalência e o atendimento de casos com internação mínima de 24 h, como internações no período de 12 meses. Em Pernambuco, a prevalência das diarreias teve um declínio estatisticamente não significante (19,8% para 18,1%; p=0,192); porém, na região metropolitana de Recife, foi observada uma redução estatisticamente significante (16,9% para 10,5%; p=0,003). As internações aumentaram mais de duas vezes (de 2,7% para 5,5% no Estado, e de 1,6% para 3,8%, contrapondo-se, assim, às tendências nacionais.</td>
								<td valign="top">As diarreias no Estado passaram a figurar como o principal componente das demandas de hospitalizações pediátricas no período analisado.</td>
								<td valign="top">NE-6</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: os autores</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>A partir da análise de conteúdo dos estudos selecionados, os principais temas identificados relacionados ao objetivo do estudo foram os seguintes: influência epidemiológica quanto à variabilidade climática, distribuição espacial das internações por doenças diarreicas (DDA). Eles foram relacionados com condições de vida, saneamento básico, impacto da vacinação contra rotavírus e padrões de aleitamento materno exclusivo na redução das internações hospitalares por doenças diarreicas. Há evidências de que a DDA é um problema de saúde global, com altas taxas de internação hospitalar, ocasionando mortes evitáveis, sobretudo em crianças menores de 5 anos de idade.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>)</sup></p>
			<p>Segundo a UNICEF<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup>,41,9% da população na Guiné-Bissau é constituída por menores de 15 anos, com uma das taxas de mortalidade infantil mais altas do mundo, registrando 51 mortes de crianças por 1.000 nascidos-vivos com menos de 5 anos de idade. A maioria das mortes relacionadas à diarreia ocorreu devido à desidratação, resultando da perda de uma grande quantidade de água e eletrólitos corporais nas fezes. Lavar as mãos com água e sabão pode reduzir as doenças diarreicas em até 40%. Porém, foi estimado que 60% das doenças diarreicas no mundo podem ser atribuídas a consumo de água insegura, falta de higiene e saneamento inadequado.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">1 3</xref></sup></p>
			<sec>
				<title>Variabilidade climática</title>
				<p>Sabe-se que os fatores climáticos são importantes na transmissão da diarreia. Dada a diversidade regional no Brasil, as regiões Norte e Nordeste (que têm o maior índice de pobreza) apresentam a maior taxa desta doença, que está relacionada a fatores tais como alagamentos verificados na região amazônica e infecção da água de consumo humano por agentes infeciosos.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>)</sup> Os alagamentos favorecem a proliferação de vetores em locais com água residual e lixo; isso provoca o aumento na quantidade de moscas e ratos, contaminando o ambiente com suas fezes contendo parasitas.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>)</sup></p>
				<p>Em Guiné-Bissau, há seca em muitos poços melhorados no período de janeiro ao final de maio, embora a disponibilidade de água potável tenha melhorado gradativamente na capital. Nos centros urbanos, 92% da população consome água de poço melhorado, ao passo que nas zonas rurais 61% da população usa essa água. Este fato está relacionado à maior procura por serviços de saúde devido a doenças diarreicas provocadas por água contaminada.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref>)</sup></p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Distribuição espacial</title>
				<p>Aglomeração em espaços urbanos, convivência em creches e ambientes fechados também influenciam a transmissão da Doença Diarreica Aguda (DDA). As crianças desnutridas são mais suscetíveis à doença diarreica, podendo necessitar de um maior tempo de hospitalização em comparação com outras crianças.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> Além disso, baixo nível de escolaridade materna, moradia em áreas vulneráveis, fatores socioeconômicos e época chuvosa interferem no aumento das taxas de hospitalização por diarreia.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>)</sup> As mães com menor nível de escolaridade têm dificuldades com a qualidade dos cuidados (tais como higiene, vacinação e atividades educativas) oferecidos aos filhos. Estes e outros fatores podem aumentar o risco de hospitalização.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>)</sup></p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Condições de vida e saneamento básico</title>
				<p>A literatura tem evidenciado que doença diarreica é uma enfermidade relacionada à pobreza; ela atinge famílias com baixa renda que vivem em locais sem acesso a saneamento básico, com poucos recursos para adquirir produtos de higiene pessoal e domiciliar, e desinformação quanto a hábitos de higiene saudáveis, tais como cuidados com a contaminação de alimentos e higiene das mãos.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>)</sup> Na Guiné-Bissau, a maioria da população ainda usa água de poço melhorado para consumo humano; porém, há evidências de falta de higiene e saneamento básico, sobretudo àqueles que vivem nas zonas rurais.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup></p>
				<p>Segundo a UNICEF<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup> 18.842 alunos de 44 escolas participaram em atividades promovendo higiene. A Guiné-Bissau está em um bom caminho para cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6.2 para saneamento, se o atual ritmo de 300 aldeias livres de defecação a céu aberto for mantido; porém, é necessário adequar medidas preventivas e promocionais em saúde.</p>
				<p>Entre as medidas preventivas mais eficazes para reduzir diarreias agudas, foram destacadas as seguintes: melhorar o saneamento básico, água tratada, coleta de lixo, canalização de esgotos domésticos, controle de vetores e drenagem pluvial, além de promover a higiene pessoal e doméstica.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> Para reduzir a carga das doenças diarreicas, é essencial melhorar o poder aquisitivo dos familiares e aumentar a cobertura de serviços públicos de abastecimento com água potável.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref>)</sup></p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Vacinação</title>
				<p>A Doença Diarreica (DDA) é de simples manejo, com Soro de Reidratação Oral (SRO), e evitável. Entre suas causas, estão as infecções por bactérias mais comuns (tais como Escherichia coli e as espécies de Salmonella, Shigella, Campylobacter e Yersinia) e parasitas (tais como as espécies de Giardia, Cryptosporidium e Entamoeba histolytica).<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref>)</sup> Há evidências de que as taxas de internação e morte por diarreia diminuíram após a introdução da vacina contra rotavírus no calendário vacinal do SUS melhorando o saneamento básico.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>)</sup></p>
				<p>O rotavírus é o patógeno mais comum e uma das causas mais graves de doença diarreica em crianças; as menores de 1 ano têm três vezes mais chances de internação em relação às crianças maiores. <sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> O uso da vacina oral contra o rotavírus em crianças, bem como outros fatores, podem reduzir as taxas de internação por DDA em até 50% nas crianças menores de 5 anos de idade.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> Estudo concluiu que em São Paulo a taxa de consultas diminuiu em até 6% e a internação hospitalar por DDA em 40% em crianças menores de 5 anos de idade após a introdução da vacina contra o rotavírus.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref>)</sup></p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Alimentação e aleitamento materno</title>
				<p>A promoção do aleitamento materno exclusivo e a melhora na prática de desmame, implementando alimentos adequados, têm sido citadas como formas de reduzir e prevenir as DDA.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> Segundo Boccolini e Boccolini<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>)</sup>, o aleitamento materno exclusivo está ligado à redução em 50% nas taxas de internação por DDA em crianças menores de 1 ano de idade. O leite humano contribui para reduzir a incidência e gravidade das DDA devido a vários componentes imunológicos que se adaptam para atender as necessidades específicas de cada criança, impedindo a fixação de agentes patogênicos na mucosa intestinal.</p>
				<p>Após a criação do SUS e do Programa Estratégia da Saúde da Família (ESF) no Brasil, o incentivo ao aleitamento materno exclusivo e o uso do SRO melhoraram a saúde infantil, permitindo reduzir a mortalidade por DDA de 14% para 1,4% entre 1990 e 2015.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>)</sup> As crianças socialmente mais vulneráveis e com menor peso ao nascer foram hospitalizadas com mais frequência durante o primeiro ano de vida<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>)</sup></p>
				<p>Na maioria dos trabalhos encontrados e incorporados no corpo deste estudo, a introdução do SRO reduziu as taxas de internação por DDA entre crianças e os gastos econômicos com internação hospitalar.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>)</sup>Quanto maior a percepção de manejo das DDA com SRO, menor o número de internações e mortes por diarreia.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>)</sup> Apesar dos vários esforços empreendidos para reduzir esta doença, ressaltamos que é necessário capacitar as equipes (especialmente os técnicos de saúde) sobre a doença. Porém, pouco progresso foi verificado sobre as recomendações de controle da diarreia nos países em desenvolvimento. Água contaminada, saneamento inadequado, falta de higiene e baixo nível de escolaridade respondem a 88% dos óbitos mundiais por diarreia.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>)</sup></p>
				<p>Bittencourt et al.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>)</sup>afirmaram que as crianças internadas tardiamente por diarreia infecciosa têm chances de morrer após 48 h no Estado do Rio de Janeiro. A maioria dessas crianças tem acesso limitado aos serviços da APS. Estudo listou os fatores de risco para internação por diarreia aguda como sendo: fatores ambientais (formas inadequadas de água e destino do lixo), fatores domiciliares (crianças que moram em casas precárias, elevado número de moradores e número reduzido de cômodos) e variáveis individuais (idade do cuidador, idade da mãe, número elevado de filhos, filhos de mães adolescentes e idade da criança).<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>)</sup></p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusão</title>
			<p>O presente estudo identificou na literatura científica, que as principais causas associadas às internações hospitalares por doenças diarreicas agudas em crianças no Brasil e na Guiné-Bissau, em geral, estão associadas às desigualdades socioeconômicas e condições sanitárias.</p>
			<p>Em ambos os países, as internações hospitalares por doença diarreica aguda estão intrinsecamente ligadas a fatores de risco, tais como desigualdades socioeconômicas e condições sanitárias precárias.</p>
			<p>A maior taxa de internação por diarreia foi associada a variáveis tais como falta de acesso a saneamento básico e água potável, condições de habitação inadequadas e baixo nível de escolaridade dos cuidadores. Particularmente, pobreza e disparidades regionais e de acesso aos serviços de saúde emergem como determinantes cruciais da gravidade da doença que culmina na necessidade de hospitalização.</p>
			<p>A persistência de altas taxas de internação hospitalar por doença diarreica aguda em crianças nos dois países é um forte indicador da necessidade urgente de intervenções que extrapolam o ambiente clínico. Para reduzir o número de hospitalizações e, assim, a morbimortalidade infantil por diarreia, é fundamental investir em políticas públicas, melhorando as condições socioeconômicas, universalizando o saneamento básico e capacitando famílias e agentes comunitários de saúde com conhecimentos sobre prevenção e manejo da doença para evitar a progressão do quadro para internação e óbito.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<label>1</label>
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					<article-title>Morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em crianças menores de 10 anos no Distrito Federal, 2002 a 2012</article-title>
					<source>Epidemiol Serv Saúde</source>
					<year>2015</year>
					<volume>24</volume>
					<issue>4</issue>
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				<label>20</label>
				<mixed-citation>20. Paulo RL, Rodrigues AB, Machado BM, Gilio AE. O impacto da vacinação contra o rotavírus nas visitas ao pronto-socorro e nas internações hospitalares por diarreia aguda em crianças menores de 5 anos. J Pediatr (Rio J). 2017;93(6):506-12.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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					<article-title>O impacto da vacinação contra o rotavírus nas visitas ao pronto-socorro e nas internações hospitalares por diarreia aguda em crianças menores de 5 anos</article-title>
					<source>J Pediatr (Rio J)</source>
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					<issue>6</issue>
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				<label>21</label>
				<mixed-citation>21. Portela RA, Leite VD, Pereira CF, Rocha EMF. Comportamento das doenças diarreicas nas mudanças sazonais no município de Campina Grande-PB. Hygeia. 2013;9(17):116-28.</mixed-citation>
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					<article-title>Comportamento das doenças diarreicas nas mudanças sazonais no município de Campina Grande-PB</article-title>
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			<ref id="B22">
				<label>22</label>
				<mixed-citation>22. Boccolini CS, Boccolini PM. Relação entre aleitamento materno e internações por doenças diarreicas nas crianças com menores de um ano de vida nas capitais brasileiras e Distrito Federal, 2008. Epidemiol Serv Saúde. 2011;20(1):19-26.</mixed-citation>
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					<article-title>Relação entre aleitamento materno e internações por doenças diarreicas nas crianças com menores de um ano de vida nas capitais brasileiras e Distrito Federal, 2008</article-title>
					<source>Epidemiol Serv Saúde</source>
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					<issue>1</issue>
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					<lpage>26</lpage>
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			<ref id="B23">
				<label>23</label>
				<mixed-citation>23. Matijasevich A, Cesar JA, Santos IS, Barros AJ, Dode MA, Barros FC, et al. Internações na infância em três estudos de base populacional no Sul do Brasil: tendências e diferenciais. Cad Saúde Pública. 2008;24(Suppl 3):S437-43.</mixed-citation>
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					<article-title>Internações na infância em três estudos de base populacional no Sul do Brasil: tendências e diferenciais</article-title>
					<source>Cad Saúde Pública</source>
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					<supplement>Suppl 3</supplement>
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			<fn fn-type="data-availability" specific-use="data-in-article">
				<label>Disponibilidade dos dados:</label>
				<p> Os dados do estudo estão disponibilizados no presente artigo.</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
	<sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
		<front-stub>
			<article-id pub-id-type="doi">10.31508/1676-3793202505i</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>REVIEW ARTICLE</subject>
				</subj-group>
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			<title-group>
				<article-title>Hospitalizations for diarrheal diseases in childhood in Brazil and Guinea-Bissau: an integrative literature review</article-title>
			</title-group>
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				<contrib contrib-type="author">
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			</contrib-group>
			<aff id="aff1001">
				<label>1</label>
				<country country="BR">Brazil</country>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brazil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c01001">
					<label>Corresponding author:</label> Vitória Camilly dos Santos Alves | E-mail: alves.vitoria@acad.ufsm.br </corresp>
				<fn fn-type="coi-statement">
					<label>Conflicts of interest:</label>
					<p> nothing to declare.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<elocation-id>eSOBEP202505i</elocation-id>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<sec>
					<title>Objective</title>
					<p> To identify in the scientific literature the evidence related to the main causes of hospital admission for acute diarrheal diseases (ADD) in children in Brazil and Guinea-Bissau.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Method</title>
					<p> This Integrative Literature Review used the PICo strategy to formulate the research question and organize data collection: P (Population): children; I (Interest): hospitalizations due to ADD; and Co (Context): hospital environment. Data collection was carried out from May to July 2024 in the databases LILACS, BDENF, MEDLINE, and SciELO using search strategies specific to each database. Articles (71) were retrieved from LILACS (27), BDENF/MEDLINE (14), and SciELO (30). After applying the inclusion and exclusion criteria, 16 studies were selected for descriptive thematic analysis.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results</title>
					<p> Evidence found in Brazil and Guinea-Bissau showed that hospitalizations for ADD are strongly associated with socioeconomic and environmental factors. Precarious living cowasions, lack or poor basic sanitation, water quality, and climate variability were identified as aggravating factors and direct causes of the increase in hospitalizations. In contrast, rotavirus vaccination and the adoption of exclusive breastfeeding patterns are effective measures in reducing the incidence of severe cases that progress to hospital admission.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusion</title>
					<p> In the countries studied, hospital admission rates for acute diarrheal diseases reflect profound socioeconomic inequalities and sanitary conditions. Poverty, low educational levels among caregivers, and lack of basic sanitation are the main factors associated with the need for hospitalization and the risk of infant mortality due to ADD.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Children</kwd>
				<kwd>Diarrheal Diseases</kwd>
				<kwd>Hospitalization</kwd>
				<kwd>Morbidity and mortality indicators</kwd>
			</kwd-group>
		</front-stub>
		<body>
			<sec sec-type="intro">
				<title>Introduction</title>
				<p>Acute diarrheal disease (ADD) is a major public health problem in many regions of the world, being one of the leading causes of infant morbidity and mortality, especially in developing countries. Diarrhea is also one of the main reasons for seeking consultations in Primary Health Care (PHC).<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>)</sup></p>
				<p>Although ADD affects individuals of all ages, children under five years are the most susceptible and vulnerable. ADD is characterized by an increase in the number of watery or inconsistent bowel movements (≥3 in 24 h) and can be aggravated by factors such as poor drinking water quality, inadequate basic sanitation, and nutritional deficiencies.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup></p>
				<p>Several agents (bacteria, viruses, and parasites) can cause the disease, and fecal-oral transmission occurs through food, contaminated water, or interpersonal contact.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup></p>
				<p>Symptoms include loss of appetite, vomiting, weight loss, and fever; in severe cases, symptoms can progress to dehydration, seizures, brain damage, and preventable death.</p>
				<p>Acute diarrheal diseases are potentially preventable through simple and effective measures such as providing clean drinking water, good sanitation, health education, exclusive breastfeeding (until six months of age), rotavirus vaccination, etc.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>)</sup> Thus, strengthening public policies aimed at health promotion and disease prevention plays an essential role in reducing inequalities and protecting children, reinforcing the value of intersectoral programs in sanitation, epidemiological surveillance and primary care.</p>
				<p>Despite improvements in morbidity and mortality indicators for ADD globally, the disease still has high rates in several countries, particularly in sub-Saharan Africa.</p>
				<p>It has been estimated that ADD is responsible for about four million deaths annually, although the use of oral rehydration therapy has contributed to reducing childhood hospitalizations.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>)</sup></p>
				<p>Studies have shown that children aged 1-4 years are more likely to develop ADD compared to older children.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>)</sup> In Brazil, the North and Northeast regions have the highest rates of the disease. Between 2000 and 2010, 22,933 deaths were recorded in children under 1 year old, and 1,209,622 hospitalizations were registered; the Northeast region is responsible for 57% and 46% of these totals, respectively.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup></p>
				<p>In Guinea-Bissau, a country with one of the highest infant mortality rates in the world, 41.9% of the population is under 15 years old, and 53% lack access to safe drinking water. Only 32% of urban residents and 17% of rural residents have access to adequate basic sanitation.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>)</sup>This precarious situation directly impacts children’s health, being associated with high rates of hospitalization and preventable mortality.</p>
				<p>The United Nations Children’s Fund highlights that 94% of children under 5 years of age registered by Community Health Workers (CHW) received support for treatment of prevalent childhood illnesses (such as malaria, diarrhea, and pneumonia), in addition to vaccination and nutritional monitoring. It has been estimated that this type of intervention, supported by public health policies, has contributed to reducing hospital admissions and premature deaths.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>)</sup></p>
				<p>Then, to investigate the evidence associated with hospitalizations of children due to diarrheal diseases in Brazil and Guinea-Bissau is relevant. Thus, this study sought to contribute to the Brazilian literature by reinforcing the importance of public policies for health promotion and disease prevention, especially in the context of socioeconomic inequalities and sanitary conditions.</p>
				<p>Therefore, the research question was as follows: What is the evidence regarding hospitalizations for diarrheal diseases in children in Brazil and Guinea-Bissau? The objective of this study was to identify, in scientific literature, the main causes associated with these hospitalizations in both countries.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>Methods</title>
				<p>This study was an integrative literature review. This type of review allows for integrating the ideas and concepts found in the scientific literature on the topic to be studied.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref>)</sup>The following steps were followed in its preparation: formulation of the protocol to guide the review and definition of the research question; data collection from CAPES databases; evaluation, analysis and interpretation of data; categorization of information; and presentation of results and conclusion.</p>
				<p>The research question was structured according to the PICo strategy, which consists of:</p>
				<list list-type="bullet">
					<list-item>
						<p>P (Population): children;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>I (Interest): hospitalizations due to diarrheal diseases; and</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Co (Context): hospital admissions in Brazil and Guinea-Bissau.</p>
					</list-item>
				</list>
				<p>Data collection was carried out between May and July in the Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Nursing Database (BDENF) via Virtual Health Library (BVS), and Scientific Electronic Library Online (SciELO).</p>
				<p>The terms were organized using the Boolean operator AND, using the descriptors from the Health Sciences Descriptors (DeCS) and the Medical Subject Headings (MeSH). The strategies used are presented in <xref ref-type="table" rid="t1001">Chart 1</xref>.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t1001">
						<label>Chart 1</label>
						<caption>
							<title>Search strategy in databases. Santa Maria. (7)</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Database</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Search Criteria</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td>LILACS</td>
									<td>(child) AND (“Diarrheal disease”) AND (hospitalization)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>SCIELO</td>
									<td>(“child”) AND (“diarrheal disease”) AND (“hospitalization”)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>MEDLINE and BDENF</td>
									<td>children AND (diarrheal diseases) AND (db :(“MEDLINE” OR “BDENF”)) AND (year_cluster:[2015 TO 2023])</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<attrib>Source: Authors.</attrib>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The inclusion criteria used to select articles were as follows: the article must be an original and fully available, published in Portuguese, English, or Spanish, addressing the proposed research topic or question, and published between 2015 and 2023. This selection was justified by the fact that in 2015, the Ministry of Health published the National Policy for Comprehensive Child Health Care (PNAISC), which is considered a milestone for child health. In Guinea-Bissau, specific public policies related to child health have not yet been published.</p>
				<p>After searching for articles, the titles and abstracts were read, excluding studies that did not address the research question and the defined inclusion criteria. Then, the selected articles were read in full by two independent researchers; those who met the objective of this review were then included.</p>
				<p>For data extraction, a table was created containing information about the following: article number, reference, research objective, methodological design, research setting, results, conclusions, and level of evidence.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>)</sup></p>
				<p>Regarding the level of scientific evidence, the classification proposed by Fineout-Overholt and Melnyk<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>)</sup>, was adopted, in which the evidence was organized into seven levels from the highest (systematic reviews and meta-analyses) to the lowest level (expert opinions and committee reports).</p>
				<p>The review presentation includes a synthesis of the knowledge developed, relating diarrheal diseases and the factors associated with hospital admissions. These steps constitute the results and discussion.</p>
				<p>The ethical aspects of research involving human subjects were not applied because this was an integrative literature review in which humans were not the direct target of the search. However, the ethical principles related to copyright and scientific integrity were respected.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results">
				<title>Results</title>
				<p>After the searches, 71 articles were included; they were obtained from the LILACS (27), MEDLINE and BDENF (14), and SciELO (30) databases; 16 of them were included in the study corpus for comprehensive analysis. <xref ref-type="fig" rid="f01001">Figure 1</xref> shows the flow and selection of articles in this integrative review based on the PRISMA model.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup></p>
				<p>
					<fig id="f01001">
						<label>Figure 1</label>
						<caption>
							<title>Flowchart of the article search and selection processes</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2238-202X-sobep-25-eSOBEP202505-gf01-en.tif"/>
						<attrib>Source: Authors</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>The data were organized and interpreted through systematization and the creation of an analytical synoptic chart, containing the following information: study code, authors, year and country, title, objective, methodological design, results, conclusion, and level of evidence (<xref ref-type="table" rid="t2001">Chart 2</xref>).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t2001">
						<label>Chart 2</label>
						<caption>
							<title>Summary of the objectives, results, conclusions, and level of evidence of the selected articles.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left" style="font-weight:normal">REFERENCES OF PUBLICATIONS</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">OBJECTIVES</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">METHODOLOGICAL DESIGN</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">RESULTS</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">CONCLUSIONS</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">LEVELS OF EVIDENCE</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td valign="top">Costa REAR, Visgueira ARL, Sousa RFV, Monteiro KJL, Horta MAP, Oliveira BFA. Tendência de indicadores de morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em menores de cinco anos no estado do Piauí (2000–2019). Rev Bras Saúde Mater Infant. 2023;23:e20230120.</td>
									<td valign="top">To analyze the trend of morbidity and mortality indicators for acute diarrheal diseases in children under five years of age in Piauí.</td>
									<td valign="top">Ecological study</td>
									<td valign="top">The mean of hospitalization rates was highest in the semi-arid macro-region (36.6/1000 children under five years old) and lowest in Teresina (14.9/1000 children under five years old). The mean mortality rate was highest in the coastal macro-region (0.98/1000 live births) and lowest in Teresina (0.47/1000 live births). The indicators showed a downward trend in all locations analyzed (p&lt;0.05). A turning point was noted starting in 2009, with a significant reduction in hospitalization rates in the Cerrado and Semi-Arid macro-regions.</td>
									<td valign="top">Indicators of morbidity and mortality from acute diarrheal diseases in children under five years old showed a downward trend in Piauí between 2000 and 2019, with differences in trends among the macro-regions evaluated.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Vaz FPC, Nascimento LFC. Spatial distribution for diarrhea hospitalization in São Paulo State. Rev Bras Saúde Mater Infant. 2017;17(3):483-90</td>
									<td valign="top">To identify a spatial pattern for hospitalization rates for diarrhea in children in the Municipalities of the State of São Paulo.</td>
									<td valign="top">Ecological and exploratory study</td>
									<td valign="top">There were 34,802 hospitalizations, with a mean of 4.7 hospitalizations per 1,000 children (SD=7.2) in the period. Hospitalization rates were correlated with education level (r=0.09; p&lt;0.05). Moran’s index for hospitalization rate was i=0.31 (p&lt;0.01). The thematic map of hospitalization rates showed a cluster of Municipalities in the Western part of the State. Kernel’s map shows a higher density of hospitalizations in this region, and Moran’s map identified 57 Municipalities that deserve attention.</td>
									<td valign="top">The results provide input for municipal and regional managers in implementing the measures necessary to reduce these rates.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Paulo RLP, Rodrigues ABD, Machado BM, Gilio AE. O impacto da vacinação contra o rotavírus nas visitas ao pronto-socorro e nas internações hospitalares por diarreia aguda em crianças menores de 5 anos. J Pediatr (Rio J). 2017;93(6):506-12.</td>
									<td valign="top">To analyze the impact of RV1 on emergency department visits and hospitalizations for acute diarrhea.</td>
									<td valign="top">Retrospective ecological study</td>
									<td valign="top">Emergency department visit rates for acute diarrhea were 85.8 and 80.9 per 1,000 total emergency department visits in the pre- and post-vaccination periods, respectively, resulting in a 6% reduction (95%CI: 4-9%, p&lt;0.001). Hospitalization rates for acute diarrhea were 40.8 per 1,000 in the pre-vaccination period and fell to 24.9 per 1,000 hospitalizations, resulting in a 40% reduction (95%CI: 22-54%, p&lt;0.001).</td>
									<td valign="top">The introduction of the RV1 vaccine resulted in a 6% reduction in visits to the public health system and a 40% reduction in hospitalizations due to acute diarrhea.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Meneguessi GM, Mossri RM, Segatto TCV, Reis PO. Morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em crianças menores de 10 anos no Distrito Federal, 2002 a 2012. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(4):721-30.</td>
									<td valign="top">To describe the morbidity and mortality and seasonality of diarrheal diseases in children under 10 years of age residing in the Federal District, Brazil, from 2003 to 2012.</td>
									<td valign="top">Descriptive study</td>
									<td valign="top">A total of 558,737 cases of diarrhea were recorded, with the highest incidence among children under 1 year old (32.3 cases/100 children in 2003). During this period, hospitalization rates decreased (from 6.5 to 3.0 hospitalizations/1000 children), as did mortality rates (from 4.5 to 1.5 deaths/100,000 children) and hospital mortality rates (from 0.70 to 0.49/100 children), with a more pronounced drop after the implementation of the rotavirus vaccine in 2006. The highest hospitalization rates occurred between July and September.</td>
									<td valign="top">Reduction in morbidity and mortality from diarrhea occurred, mainly in children under 1 year old, with hospitalizations predominating during the dry season.</td>
									<td valign="top">NE-6</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Masukawa MLT, Moriwaki AM, Santana RG, Uchimura NS, Uchimura TT. Impacto da vacina oral de rotavírus humano nas taxas de hospitalização de crianças. Acta Paul Enferm. 2015; 28(3):243-9.</td>
									<td valign="top">To assess the risk of hospitalization for acute diarrhea in children under five years of age over ten years, before and after oral rotavirus vaccination.</td>
									<td valign="top">Ecological-descriptive-analytical study</td>
									<td valign="top">During the study period, the hospitalization rate was 117.41 per 10,000. In the pre-vaccination period, the median hospitalization rate was observed to be 124.2 per 10,000 children. After the introduction of the vaccine, hospitalization rates were lower compared to the median of the pre-vaccine years.</td>
									<td valign="top">Reduction in hospitalization rates for acute diarrhea occurred, suggesting that vaccine use and other associated factors may reduce the number of cases.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Benicio MHD’A, Monteiro CA. Tendência secular da doença diarréica na infância na cidade de São Paulo (1984-1996). Rev Saúde Pública. 2000;34(6 Suppl):83-90.</td>
									<td valign="top">To estimate the prevalence and social distribution of diarrheal disease in childhood, to establish the secular trend of this disease, and to analyze its determination through data collected by two household surveys conducted in São Paulo, SP, in 1984/85 and 1995/96.</td>
									<td valign="top">The surveys studied probabilistic samples of the population</td>
									<td valign="top">Among the surveys, there were significant reductions in the instantaneous prevalence of diarrhea (from 1.70% to 0.90%) and the annual incidence of hospitalizations due to the disease (from 2.21 to 0.79 hospitalizations per 100 child-year). The decline in these indicators was more pronounced in the poorest third of the population, contributing to a reduction in social inequality regarding the occurrence of the disease.</td>
									<td valign="top">Improvements in household purchasing power and public water supply coverage could account for a great portion of the decline in diarrhea prevalence. Among children under two years old, there is indication that this decline may have been favored by a slight increase in breastfeeding frequency.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Torres RMC, Bittencourt SA, Oliveira RM, Siqueira ASP, Sabroza PC, Toledo LM. Uso de indicadores de nível local para análise espacial da morbidade por diarreia e sua relação com as condições de vida. Ciênc Saúde Colet. 2013;18(5):1441-50.</td>
									<td valign="top">To analyze the spatial distribution of diarrhea morbidity in children and its association with living conditions.</td>
									<td valign="top">Ecological study</td>
									<td valign="top">Diarrhea still represents a significant portion of hospitalizations in children (15.5% between 2006 and 2009). The hospitalization rate for diarrhea was high during this period (69.7 hospitalizations/1,000 live births).</td>
									<td valign="top">Spatial analysis identified that the neighborhoods with the highest HRD values were mainly those with the largest population concentrations and best living conditions.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Mendes PS, Ribeiro Jr HC, Mendes CM. Temporal trends of overall mortality and hospital morbidity due to diarrheal disease in Brazilian children younger than 5 years from 2000 to 2010. J Pediatr (Rio J). 2013;89(3):315-25.</td>
									<td valign="top">To understand the temporal trends of indicators of general mortality and hospital morbidity due to diarrheal disease in children under one year and from one to four years, according to Brazilian regions, between 2000 and 2010.</td>
									<td valign="top">Ecological time series study</td>
									<td valign="top">Mortality from diarrhea in Brazil showed a trend toward a slowing decrease in both age groups. Regarding hospitalization, there was a slight decreasing trend in children under one year old, and an insignificant increase among those aged 1-4 years, but with shorter lengths of stay and lower mean cost of hospitalization, regardless of age and region. In the northern and northeastern regions, the highest mortality rates and the highest percentage of hospitalizations were recorded for children under one year old. The central-west region showed the greatest mean annual reduction in length of hospital stay.</td>
									<td valign="top">Currently, indicators of overall mortality and hospital morbidity due to diarrhea in Brazilian children are generally lower, but slowly decreasing.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Bittencourt SA, Leal MC, Santos MO. Hospitalizações por diarreia infecciosa no Estado do Rio de Janeiro. Cad Saúde Pública. 2002;18(3):747-54.</td>
									<td valign="top">To measure the rate of childhood diarrhea hospitalizations in Rio de Janeiro in 1996 and its association with demographic, geographic, and clinical information, comparing differences between public/university and contracted/philanthropic hospitals of the Unified Health System (SUS).</td>
									<td valign="top">Retrospective ecological study</td>
									<td valign="top">The variations observed in the age of hospitalized children, mean length and cost of hospitalization, and use of the ICU may reflect differences in medical practice and, thus, in the service’s ability to prevent death from diarrhea in hospitalized children.</td>
									<td valign="top">Therefore, continuously monitoring the use of hospital resources is necessary to directly address the costs and quality of care provided.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Vanderlei LCM, Silva GAP, Braga JU. Fatores de risco para internamento por diarreia aguda em menores de dois anos: estudo de caso-controle. Cad Saúde Pública. 2003;19(2):455-63.</td>
									<td valign="top">To investigate the association between socioeconomic, demographic, and biological determinants and hospitalization for acute diarrhea in children under two years of age.</td>
									<td valign="top">A case-control study was used</td>
									<td valign="top">The Epi Info and Stata programs were used to analyze the data. The odds ratio and 95% confidence intervals were calculated using multiple logistic regression to control for confounding factors, considering a hierarchical model of risk factors.</td>
									<td valign="top">The investigation using the proposed model showed that there is an association between hospitalization due to parity of mothers with ≥5 children, children under six months old, and the severity of episodes, which depends on the interaction between unfavorable socioeconomic conditions, young age of the children, and severe diarrheal episodes.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Boccolini CS, Boccolini PMM. Relação entre aleitamento materno e internações por doenças diarreicas nas crianças com menores de um ano de vida nas capitais brasileiras e Distrito Federal, 2008. Epidemiol Serv Saúde. 2011;20(1):19-26.</td>
									<td valign="top">The prevalence of breastfeeding has increased in the last two decades as a result of public policies encouraging this practice.</td>
									<td valign="top">Ecological epidemiological study</td>
									<td valign="top">The Spearman’s non-parametric test was used to correlate variables. A total of 1,329,618 live births were studied during the period. The increase in the prevalence of exclusive breastfeeding in children under 4 months of age showed a negative correlation with hospitalization rates for diarrhea (r=-0.483; p=0.014); this correlation was stronger for girls (r=-0.521; p=0.016) than for boys (r=-0.476; p=0.008).</td>
									<td valign="top">The increase in the prevalence of exclusive breastfeeding between 1999 and 2008 appears to be correlated with the reduction in hospital admission rates for diarrhea in the same period, confirming the importance of public policies for the promotion, protection, and support of breastfeeding.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Matijasevich A, Cesar JA, Santos IS, Barros AJD, Dode MASO, Barros FC, et al. Internações na infância em três estudos de base populacional no Sul do Brasil: tendências e diferenciais. Cad Saúde Pública. 2008;24(Suppl 3):S437-43.</td>
									<td valign="top">To measure the occurrence of hospitalization in the first year of life and to examine the association between hospitalization and cause of hospitalization, sex, birth weight, and family income.</td>
									<td valign="top">Cohort study</td>
									<td valign="top">There was a sharp reduction in hospitalizations due to diarrhea, but the frequency of hospitalizations remained constant for all causes. In all three cohorts, infants from poorer families and those born weighing &lt;2,000 g had the highest frequencies of hospitalization for diarrhea and all other causes; these latter groups also showed a sharp increase in hospitalizations for all causes.</td>
									<td valign="top">These findings could be explained by a high number of premature births in the studied population.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Rocha MCGS, Carminate DLG, Tibiriçá SHC, Carvalho IP, Silva MLR, Chebli JMF. Diarreia aguda em crianças hospitalizadas do município de Juiz de Fora, MG, Brasil: prevalência e fatores de risco associados à gravidade da doença. Arq. Gastroenterol. 2012;49(4).</td>
									<td valign="top">To describe the prevalence of demographic, epidemiological, and clinical characteristics of children under 6 years of age hospitalized for acute diarrhea and to investigate the association between these determinants and the severity of the diarrheal episode.</td>
									<td valign="top">Retrospective cross-sectional study</td>
									<td valign="top">The prevalence rate of hospitalization for acute diarrhea was 8.4%. The factors significantly associated with the severity of the diarrheal episode were the following: age &lt;6 months (p=0.01; or=2,762); onset of illness during autumn (p=0.033; or=1.742), presence of fever (p=0.017; or=1.715), and use of antibiotics during hospitalization.</td>
									<td valign="top">Diarrhea is the third most common cause of hospitalization in children under 6 years old in Juiz de Fora (MG). Young age (≤6 months), fever, antibiotic use during hospitalization, and onset of illness during the fall are risk factors associated with longer hospital stays.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Brito LCS, Pacheco HSA, Nascimento BSA, Sousa WEA, Melo AS, Conceição HN, et al. INTERNAÇÕES POR DIARREIA EM CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS. Rev Enferm UFPE Online. 2021;15(1).</td>
									<td valign="top">To describe the epidemiological characteristics of hospitalizations for acute diarrheal diseases in children under five years of age.</td>
									<td valign="top">A quantitative, descriptive, and ecological time series study using descriptive statistics.</td>
									<td valign="top">Between 2010 and 2019, 21,805 hospitalizations for diarrheal diseases were observed in children under 5 years of age. Hospitalizations among those aged 1-4 years (76.9%), males (52.3%), and those of miscegenation (52.5%) have prevailed. The month of January had the highest number of cases (12%).</td>
									<td valign="top">The number of hospitalizations has decreased considerably over the last 10 years. However, taking extra precautions is necessary, especially during the rainy season.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Duarte JL, Diaz-Quijano FA, Batista AC, Duarte AF, Melchior LAK, Giatti LL. Variabilidade climática e internações por doenças diarreicas infecciosas em um município da Amazônia Ocidental brasileira. Ciênc Saúde Colet. 2019;24(8):2959-70.</td>
									<td valign="top">To analyze the association between hospitalization rates for infectious diarrheal diseases in the population of the Municipality of Rio Branco (AC) and rainfall, river level, humidity, and temperature between the years 2000 and 2013.</td>
									<td valign="top">Cohort study</td>
									<td valign="top">The results showed a positive association between hospitalizations for infectious diarrheal diseases and the level of the Acre River (rt: 1.07; ic95%:1.04-1.1); A 14% decrease occurred in these hospitalization rates between the years 2000 and 2013 (rt:0.86; ic95%:0.85-0.87); the most vulnerable group belongs to the age range of children under 1 year old.</td>
									<td valign="top">This study showed the vulnerability of a city in the Amazon regarding climate variability and its epidemiological influence on the incidence of hospitalizations due to infectious diarrheal diseases.</td>
									<td valign="top">NE-4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Vasconcelos MJOB, Rissin A, Figueiroa JN, Lira PIC, Filho MB. Doenças diarreicas e hospitalizações em menores de cinco anos no Estado de Pernambuco, Brasil, de 1997 a 2006. Ciênc Saúde Colet. 2018;23(3):715-722. DOI: 10.1590/1413-81232018233.14872016</td>
									<td valign="top">To assess the temporal and geographical trends of diarrhea and its implications for hospitalization demands of children under five years of age in Pernambuco from 1997 to 2006.</td>
									<td valign="top">Descriptive and retrospective study</td>
									<td valign="top">The occurrence of cases on the day or in the two weeks prior to the interview was considered as prevalence, and cases requiring a minimum 24-hour hospital stay were considered as hospitalizations within a 12-month period. In Pernambuco, the prevalence of diarrhea showed a statistically insignificant decline (19.8% to 18.1%; p=0.192); however, a statistically significant reduction was observed (16.9% to 10.5%; p=0.003) in the metropolitan region of Recife. Hospitalizations more than doubled (from 2.7% to 5.5% in the State, and from 1.6% to 3.8%, thus opposing to the Brazilian trends.</td>
									<td valign="top">In this State, diarrhea became the main reason for pediatric hospitalizations during the period analyzed.</td>
									<td valign="top">NE-6</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<attrib>Source: Authors</attrib>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
			</sec>
			<sec sec-type="discussion">
				<title>Discussion</title>
				<p>Based on the content analysis of the selected studies, the main themes identified related to the study’s objective were the following: epidemiological influence regarding climate variability and spatial distribution of hospitalizations due to acute diarrheal diseases (ADD). They were related to living conditions, basic sanitation, the impact of rotavirus vaccination, and exclusive breastfeeding patterns in reducing hospitalizations for diarrheal diseases. There is evidence that ADD is a global health problem, with high rates of hospital admissions, causing preventable deaths, especially in children under 5 years of age.</p>
				<p>According to UNICEF<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup>, 41.9% of the population in Guinea-Bissau is composed of individuals under 15 years of age, with one of the highest infant mortality rates in the world, registering 51 child deaths per 1,000 live births under 5 years of age. Most deaths related to diarrhea occurred due to dehydration, caused by the loss of a large amount of bodily water and electrolytes in the stool. Washing hands with soap and water can reduce diarrheal diseases by up to 40%. However, it has been estimated that 60% of such diseases in the world can be attributed to unsafe water consumption, lack of hygiene, and inadequate sanitation.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup></p>
				<sec>
					<title>Climate variability</title>
					<p>It is known that climatic factors are important in the transmission of diarrhea. Given the regional diversity in Brazil, the North and Northeast regions (which have the highest poverty rates) have the highest rates of this disease, which is related to factors such as flooding in the Amazon region and infection of drinking water by infectious agents.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>)</sup> Flooding favors the proliferation of disease vectors in areas with wastewater and trash; this leads to an increase in the number of flies and rats, contaminating the environment with their feces containing parasites.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>)</sup></p>
					<p>In Guinea-Bissau, many improved wells experience drought between January and the end of May, although the availability of drinking water has gradually improved in the capital. In urban centers, 92% of the population consumes water from improved wells, whereas 61% of the population uses this type of water in rural areas. This fact is related to a greater demand for health services due to diarrheal diseases caused by contaminated water.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref>)</sup></p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Spatial distribution</title>
					<p>Crowded urban spaces, close contact in daycare centers, and enclosed environments also influence the transmission of Acute Diarrheal Disease (ADD). Malnourished children are more susceptible to diarrheal disease and may require a longer hospital stay compared to other children.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> Furthermore, low maternal education levels, living in vulnerable areas, socioeconomic factors, and the rainy season contribute to the increased hospitalization rates for diarrhea.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>)</sup> Mothers with lower levels of education face difficulties with the quality of care (such as hygiene, vaccination, and educational activities) provided to their children. These and other factors can increase the risk of hospitalization.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>)</sup></p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Living conditions and basic sanitation</title>
					<p>Literature has shown that diarrheal disease is an illness related to poverty; it affects low-income families living in areas without access to basic sanitation, with few resources to purchase personal and household hygiene products, and misinformation regarding healthy hygiene habits, such as food contamination control and hand hygiene.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>)</sup> In Guinea-Bissau, most of the population still uses improved well water for drinking; however, there is evidence of a lack of hygiene and basic sanitation, especially among those living in rural areas.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup></p>
					<p>According to UNICEF<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>)</sup>, 18,842 students from 44 schools participated in activities promoting hygiene. Guinea-Bissau is on track to meet the Sustainable Development Goal (SDG #6.2) for sanitation, if the current pace of 300 villages free from open defecation is maintained. However, adopting preventive and promotional health measures is necessary.</p>
					<p>Among the most effective preventive measures to reduce acute diarrhea, improving the following were highlighted: basic sanitation, treated water, garbage collection, domestic sewage piping, vector control, and rainwater drainage, in addition to promoting personal and domestic hygiene.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> To reduce the burden of diarrheal diseases, improving family purchasing power and increasing public service coverage are essential for the supply of drinking water.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref>)</sup></p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Vaccination</title>
					<p>Acute Diarrheal Disease (ADD) is easily managed (with Oral Rehydration Solution, ORS) and preventable. Infections caused by the most common bacteria (such as Escherichia coli and species of Salmonella, Shigella, Campylobacter, and Yersinia) and parasites (such as species of Giardia, Cryptosporidium, and Entamoeba histolytica) are among its causes.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref>)</sup> There is evidence that hospitalization rates and death from diarrhea decreased after the rotavirus vaccine was introduced into the SUS vaccination schedule, improving basic sanitation.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>)</sup></p>
					<p>Rotavirus is the most common pathogen and one of the most serious causes of diarrheal disease in children; those under 1 year old are three times more likely to be hospitalized compared to older children (A1, A7). The use of the oral rotavirus vaccine in children (as well as other factors) can reduce hospitalization rates for ADD in children under 5 years of age by up to 50%.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> Study concluded that there was a reduction in consultation rates (≤6%) and hospital admissions for ADD (40%) in children under 5 years of age in São Paulo after the introduction of the rotavirus vaccine.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref>)</sup></p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Feeding and breastfeeding</title>
					<p>Promoting exclusive breastfeeding and improving weaning practices have been cited as ways to reduce and prevent ADD (by implementing appropriate foods).<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>)</sup> According to Boccolini and Boccolini<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>)</sup>, exclusive breastfeeding is linked to a 50% reduction in hospitalization rates for ADD in children under 1 year of age. Human milk helps reduce the incidence and severity of ADDs through various immunological components that are adapted to meet each child’s specific needs, thereby preventing attachment of pathogenic agents to the intestinal mucosa.</p>
					<p>After the creation of SUS and the Family Health Strategy Program in Brazil, the promotion of exclusive breastfeeding and the use of ORS improved child health, allowing a reduction (from 14% to 1.4%) in mortality due to ADD in the period 1990-2015.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>)</sup> Children who were more socially vulnerable and had lower birth weight were hospitalized more frequently during the first year of life.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>)</sup></p>
					<p>In most of the works incorporated into this study, the introduction of oral rehydration solution (ORS) reduced both hospitalization rates for children with ADD and hospital expenditure.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>)</sup>The greater the perception of managing ADD with ORS, the lower the number of hospitalizations and deaths due to diarrhea.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>)</sup>In addition to various efforts undertaken to reduce this disease, we emphasize that training teams (especially health technicians) on the disease is necessary. However, developing countries have shown little progress on the recommendations for diarrhea control. Contaminated water, inadequate sanitation, lack of hygiene, and low levels of education account for 88% of global deaths from diarrhea.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>)</sup></p>
					<p>Bittencourt et al.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>)</sup>stated that children hospitalized late for infectious diarrhea have a chance of dying after 48 h in the State of Rio de Janeiro. Most of these children have limited access to PHC services. Study listed the risk factors for hospitalization due to acute diarrhea as follows: environmental factors (inadequate water sources and waste disposal), household factors (children living in precarious housing, high number of residents, and reduced number of rooms), and individual variables (caregiver’s age, mother’s age, high number of children, children of teenage mothers, and child’s age).<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>)</sup></p>
				</sec>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>Conclusion</title>
				<p>In the scientific literature, the main causes associated with hospitalizations for acute diarrheal diseases in children in Brazil and Guinea-Bissau are generally linked to socioeconomic inequalities and sanitary conditions. In both countries, hospitalizations for acute diarrheal disease are intrinsically linked to risk factors such as socioeconomic inequalities and poor conditions of sanitation.</p>
				<p>The highest hospitalization rate for diarrhea was associated with variables such as lack of access to basic sanitation and drinking water, inadequate housing conditions, and low educational levels of caregivers. Specifically, poverty, regional disparities, and disparities in access to health services are crucial determinants of illness severity, culminating in the need for hospitalization.</p>
				<p>In both countries, the persistence of high rates of hospital admissions for acute diarrheal disease in children is a strong indicator of the urgent need for interventions that extend beyond the clinical setting. To reduce the number of hospitalizations and thus infant morbidity and mortality from diarrhea, investing in public policies is fundamental, improving socioeconomic conditions, universalizing basic sanitation, and empowering both families and community health workers with knowledge about prevention and management of the disease to avoid progression to hospitalization and death.</p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="data-availability" specific-use="data-in-article">
					<label>Data availability:</label>
					<p> The study data are available in this article.</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article>
</article>