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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">sobep</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">2238-202X</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.31508/1676-3793202506</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>ARTIGO ORIGINAL</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Saúde do adolescente e integração curricular nas Ciências da Saúde</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>Salud del adolescente e integración curricular en las Ciencias de la Salud</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0538-7596</contrib-id>
					<name>
						<surname>Lopes</surname>
						<given-names>Bismarks Rodrigues</given-names>
					</name>
					<role>contribuiu para a conceção e o desenho do estudo</role>
					<role>a análise e interpretação dos dados</role>
					<role>bem como para a redação e revisão crítica do manuscrito</role>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="orgname">Hospital São João Batista</institution>
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					<named-content content-type="city">Macaé</named-content>
					<named-content content-type="state">RJ</named-content>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Hospital São João Batista, Macaé, RJ, Brasil.</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c01">
					<label>Autor correspondente:</label> Bismarks Rodrigues Lopes E-mail: <email>bisrodrigues@hotmail.com</email>
				</corresp>
				<fn fn-type="coi-statement">
					<label>Conflitos de interesse:</label>
					<p> nada a declarar.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>31</day>
				<month>12</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
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			<volume>25</volume>
			<elocation-id>eSOBEP202506</elocation-id>
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				<date date-type="accepted">
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					<month>12</month>
					<year>2025</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
					<license-p> This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited. </license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p> Mapear a inserção de conteúdos relacionados às especificidades do cuidado aos adolescentes nos Projetos Pedagógicos de Cursos de graduação em Ciências da Saúde, com ênfase em Enfermagem, analisando seu alinhamento com as demandas no ensino de graduação.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Métodos</title>
					<p> Esta pesquisa de natureza descritiva, com abordagem qualitativa, foi baseada na análise documental de ementas e planos de ensino em duas instituições públicas de ensino superior. A seleção das instituições ocorreu de forma intencional por serem centros de referência, com integração prévia do tema, configurando um estudo de casos exemplares. O procedimento incluiu a identificação sistemática de disciplinas, categorização de conteúdos, análise da carga horária e metodologias pedagógicas, comparando a oferta curricular às necessidades de saúde dessa faixa etária conforme descritas na literatura.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p> Os achados mostram que a inserção de conteúdos específicos ao cuidado de adolescentes é fragmentada e principalmente subordinada às disciplinas de pediatria e atenção primária. Foram identificadas disparidades na carga horária dedicada ao tema e lacunas na abordagem de competências voltadas à autonomia e subjetividade de adolescentes, evidenciando que o tema ainda ocupa um espaço periférico nas matrizes curriculares analisadas.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusão</title>
					<p> Nas instituições estudadas, a integração curricular do tema é parcial e a densidade teórica específica é pobre. É necessária uma reestruturação pedagógica que assegure a visibilidade da hebiatria como um campo autônomo, promovendo a formação de profissionais de enfermagem capacitados para um cuidado humanizado e efetivo.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p> Mapear la inclusión de contenidos relacionados con las especificidades del cuidado de los adolescentes en los proyectos pedagógicos de los cursos de grado en Ciencias de la Salud, con énfasis en Enfermería, analizando su alineación con las demandas de la enseñanza de grado.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Métodos</title>
					<p> Esta investigación de naturaleza descriptiva, con un enfoque cualitativo, se basó en el análisis documental de programas y planes de enseñanza en dos instituciones públicas de educación superior. La selección de las instituciones se realizó de forma intencionada por ser centros de referencia, con integración previa del tema, configurando un estudio de casos ejemplares. El procedimiento incluyó la identificación sistemática de disciplinas, la categorización de contenidos, el análisis de la carga horaria y las metodologías pedagógicas, comparando la oferta curricular con las necesidades de salud de este grupo etario, según se describen en la literatura.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p> Los hallazgos muestran que la inclusión de contenidos específicos sobre la atención a los adolescentes es fragmentada y está subordinada principalmente a las disciplinas de pediatría y atención primaria. Se identificaron disparidades en la carga horaria dedicada al tema y lagunas en el enfoque de las competencias orientadas a la autonomía y la subjetividad de los adolescentes, lo que pone de manifiesto que el tema sigue ocupando un lugar periférico en los planes de estudio analizados.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusión</title>
					<p> En las instituciones estudiadas, la integración curricular del tema es parcial y la densidad teórica específica es escasa. Es necesaria una reestructuración pedagógica que garantice la visibilidad de la hebiatría como un campo autónomo, promoviendo la formación de profesionales de enfermería capacitados para una atención humanizada y eficaz.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Descritores:</title>
				<kwd>Adolescente</kwd>
				<kwd>Hebiatria</kwd>
				<kwd>Currículo</kwd>
				<kwd>Enfermagem</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Descritores:</title>
				<kwd>Adolescente</kwd>
				<kwd>Hebiatria</kwd>
				<kwd>Currículo</kwd>
				<kwd>Enfermagem</kwd>
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				<ref-count count="16"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A adolescência é reconhecida como uma fase do desenvolvimento humano com necessidades psicossociais e biológicas singulares; suas modificações requerem uma nova percepção epistêmica sobre o cuidar. Esses períodos e suas faixas etárias são percebidas distintamente pelas Organização Mundial da Saúde (adolescência: 10-19 anos) e Organização das Nações Unidas (juventude: 15-24 anos). Embora tais critérios sejam muito empregados para fins estatísticos e de formulação de políticas públicas, eles evidenciam a pluralidade das perspectivas existentes sobre o desenvolvimento humano e a necessidade de uma assistência que transcenda as práticas pediátricas ou adultas convencionais.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup></p>
			<p>Nesse cenário, a análise crítica da adolescência requer a integração de elementos teóricos que permitam melhor compreender suas múltiplas manifestações. O cuidado direcionado a esse grupo requer atenção especializada em diferentes ambientes (tais como escolas, unidades básicas de saúde e hospitais) onde enfermeiros são protagonistas. A interface da enfermagem com a saúde dos adolescentes se estabelece na capacidade destes profissionais em articular o cuidado técnico-científico e a sensibilidade necessária para lidar com as transições desta etapa. Compreender como os profissionais adaptam seus conhecimentos e práticas a essas múltiplas dimensões é essencial para assegurar uma assistência eficaz e centrada na subjetividade dos adolescentes.</p>
			<p>A emergência e a consolidação da hebiatria, uma área voltada às práticas de cuidado à juventude (com raízes históricas no final do século XIX), estimulou a reflexão científica no ambiente acadêmico. Esse contexto fomentou o desenvolvimento de intervenções e modelos de assistência de enfermagem que integram o repertório especializado ao <italic>corpus</italic> histórico-cultural da profissão.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>)</sup> Porém, a prática da enfermagem hebiátrica ainda enfrenta desafios estruturais, sendo frequentemente limitada por uma formação acadêmica que ignora a autonomia e as vulnerabilidades típicas dessa população.</p>
			<p>A justificativa para realizar este estudo foi a necessidade de investigar como as instituições de ensino superior estão preparando os futuros enfermeiros para esse campo de atuação. Identificar lacunas nos instrumentos de planejamento pedagógico é fundamental para fortalecer o papel dos enfermeiros como agentes transformadores na saúde dos adolescentes, assegurando que sua formação técnica esteja alinhada às atuais demandas sociais e acadêmicas.</p>
			<p>Portanto, o objetivo do presente estudo foi mapear a inserção de conteúdos sobre o cuidado aos adolescentes nos Projetos Pedagógicos da graduação em Ciências da Saúde, com ênfase na Enfermagem, analisando o alinhamento entre a oferta curricular e as demandas assistenciais dessa população.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Métodos</title>
			<p>Este estudo de natureza descritiva, com abordagem qualitativa, usou análise documental como procedimento metodológico principal. A investigação incidiu sobre ementas e planos de ensino nos cursos de graduação em Enfermagem para mapear a presença e a configuração dos conteúdos programáticos sobre o cuidado de adolescentes, identificando se o tema é abordado transversalmente ou como unidade curricular específica.</p>
			<p>O estudo foi desenvolvido a partir dos dados públicos de duas instituições públicas de ensino superior no Brasil. A seleção da amostra foi intencional, baseada no critério de casos exemplares de referência. Essa escolha foi justificada pois as instituições selecionadas têm o tema da saúde dos adolescentes e da hebiatria previamente integrado aos seus currículos. Tal opção metodológica permitiu analisar as estratégias de ensino em cenários onde o tema apresenta maturidade pedagógica, servindo como parâmetro para identificar potencialidades e desafios estruturais que podem ser transpostos a outros contextos educacionais.</p>
			<p>Em ambas instituições, a seleção das unidades curriculares seguiu os dois seguintes critérios de inclusão: Pertinência Temática (unidades que mencionam explicitamente os termos “saúde do adolescente”, “hebiatria” ou “cuidado ao adolescente” em suas ementas ou objetivos de aprendizagem) e Natureza Obrigatória (disciplinas integrantes da grade fixa dos cursos de Enfermagem, assegurando que o conteúdo analisado compõe a formação base de todos graduandos).</p>
			<p>A análise documental foi guiada por três eixos norteadores para verificar a contribuição da pesquisa para enfermagem pediátrica e hebiátrica: (1) Ensino e Formação Profissional (análise das estratégias organizadas para capacitar discentes a gerenciar as especificidades de adolescentes), (2) Campo de Prática e Estágio [identificação de ambientes propícios (hospitais, centros de atenção primária e escolas) que permitem a vivência de autonomia e identidade dos adolescentes] e (3) Desenvolvimento de Habilidades de Comunicação (verificação de atividades voltadas à capacitação dos universitários para comunicação sensível e eficaz com o público jovem).</p>
			<p>Finalmente, a pesquisa usou só os dados de acesso público e irrestrito, de domínio das instituições, sem envolvimento ou identificação de seres humanos.</p>
			<p>Assim, em conformidade com o Conselho Nacional de Saúde (Resolução 510; 07/04/2016), este estudo dispensa a necessidade de submissão e apreciação por um Comitê de Ética em Pesquisa.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>A análise dos Projetos Pedagógicos de Cursos e planos de ensino das duas instituições de ensino superior permitiu identificar cinco unidades curriculares que atendiam aos critérios de inclusão. No total, foram analisadas 585 horas (carga horária teórico-prática) relacionadas ao tema da saúde de adolescentes e crianças em ambas instituições (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title>Caracterização das matrizes curriculares das instituições analisadas.</title>
					</caption>
					<table frame="hsides" rules="groups">
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" style="font-weight:normal">Instituições</th>
								<th style="font-weight:normal">Carga Horária Total do Curso (horas)</th>
								<th style="font-weight:normal">Tempo de Integralização (semestres)</th>
								<th style="font-weight:normal">Unidades Curriculares com o Tema</th>
								<th style="font-weight:normal">Carga Horária Voltada ao Tema (horas)</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td>A</td>
								<td align="center">4.000</td>
								<td align="center">10</td>
								<td align="center">3</td>
								<td align="center">405</td>
							</tr>
							<tr>
								<td>B</td>
								<td align="center">5.440</td>
								<td align="center">9</td>
								<td align="center">2</td>
								<td align="center">180</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>O detalhamento das ementas e objetivos de aprendizagem revela diferentes estratégias de inserção do tema nos currículos (<xref ref-type="table" rid="t2">Quadro 1</xref>).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Detalhamento das Unidades Curriculares relacionadas à saúde de adolescentes nas Instituições A e B.</title>
					</caption>
					<table frame="hsides" rules="groups">
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" style="font-weight:normal">Instituições</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">Disciplinas relacionadas à adolescência</th>
								<th style="font-weight:normal">Carga horária total (h)</th>
								<th style="font-weight:normal">Períodos semestrais</th>
								<th align="left" style="font-weight:normal">Objetivos/Ementa</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td rowspan="3" valign="top">A</td>
								<td valign="top">Enfermagem na Atenção Primária à Saúde</td>
								<td align="center" valign="top">120</td>
								<td align="center" valign="top">4º</td>
								<td valign="top">Apresentar a atenção primária com enfoque na Estratégia Saúde da Família como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Abordar as ações de enfermagem nas linhas de cuidado à saúde de homens, mulheres, crianças, adolescentes, jovens e idosos</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Enfermagem na Atenção à Saúde de Crianças</td>
								<td align="center" valign="top">135</td>
								<td align="center" valign="top">6º</td>
								<td valign="top">Estudar as características biopsicossociais e culturais de crianças nas diferentes etapas de crescimento e desenvolvimento</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Estágio Curricular Enfermagem na Atenção à Saúde de Crianças</td>
								<td align="center" valign="top">150</td>
								<td align="center" valign="top">10º</td>
								<td valign="top">Modelo assistencial centrado em crianças, adolescentes, famílias e comunidade</td>
							</tr>
							<tr>
								<td rowspan="2" valign="top">B</td>
								<td valign="top">Enfermagem no Cuidado à saúde de Crianças I</td>
								<td align="center" valign="top">120</td>
								<td align="center" valign="top">6º</td>
								<td valign="top">Realizar cuidados de enfermagem às crianças pautados pelos princípios éticos, legais e profissionais da profissão e do SUS</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">Enfermagem no Cuidado à saúde de Adolescentes</td>
								<td align="center" valign="top">60</td>
								<td align="center" valign="top">7º</td>
								<td valign="top">Realizar cuidados de enfermagem aos adolescentes pautados pelos princípios éticos, legais e profissionais da profissão e do SUS</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Na instituição A, o tema está inserido de formas integrada e compartilhada com os conteúdos de pediatria e atenção primária. O tema de adolescentes está inserido em um contexto de ciclo de vida, sem unidade curricular exclusiva para hebiatria, embora com a maior carga horária absoluta (405 h).</p>
			<p>Já na instituição B, há uma unidade curricular específica para saúde de adolescentes (60 horas). Embora a carga horária total voltada ao tema seja menor que a da instituição A, há uma delimitação pedagógica de hebiatria como um campo de saber distinto da pediatria tradicional.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>A disparidade observada entre as cargas horárias totais dos cursos e o tempo destinado especificamente à saúde dos adolescentes revela que o ensino de hebiatria ocupa um espaço periférico nos currículos de graduação em Enfermagem mesmo em instituições consideradas de referência. Os achados indicam que a integração do tema ocorre principalmente de forma subordinada à pediatria ou diluída em disciplinas generalistas de atenção primária.</p>
			<p>Essa subordinação (observada especialmente na instituição A) confirma o risco de “infantilização” do cuidado aos jovens. Ao manter a hebiatria como um apêndice da pediatria, os Projetos Pedagógicos de Cursos podem limitar a percepção dos estudantes sobre as vulnerabilidades específicas dessa fase, tais como a busca por autonomia e as complexidades da saúde sexual e reprodutiva. Para a enfermagem pediátrica e hebiátrica, esse modelo fragmentado dificulta a consolidação de competências necessárias para um cuidado que reconheça os adolescentes como protagonistas de seus próprios processos de saúde.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>)</sup></p>
			<p>Por outro lado, a instituição B apresenta um diferencial estratégico ao estabelecer uma unidade curricular exclusiva para a saúde de adolescentes. Embora a carga horária absoluta de 60 h seja menor que aquela da instituição A, essa delimitação favorece o reconhecimento da hebiatria como um campo de saber autônomo. Segundo a literatura, disciplinas específicas facilitam o desenvolvimento de habilidades de comunicação sensível e o manejo de questões éticas (tais como sigilo e privacidade) fundamentais para a assistência de enfermagem qualificada.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>)</sup></p>
			<p>Confrontando os currículos com a realidade prática, ambas instituições se alinham às políticas públicas (tal como o Programa Saúde na Escola). Porém, o desafio dos campos de estágio persiste: a falta de unidades de internação ou ambulatórios exclusivos para adolescentes força os graduandos a adaptar cuidados em cenários inadequados, o que pode comprometer a aplicação de tecnologias de cuidado específicas para esta faixa etária.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>)</sup></p>
			<p>Como limitações, apontamos a natureza intencional da amostra e o foco exclusivo em dados documentais de instituições públicas de referência, o que impede generalizar os resultados. A análise restringiu-se ao plano formal dos currículos, não capturando as práticas pedagógicas reais em sala de aula, sugerindo a necessidade de pesquisas futuras incluindo a percepção de docentes e discentes.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusão</title>
			<p>O tema de cuidado aos adolescentes nos Projetos Pedagógicos de Cursos de Enfermagem ainda é abordado de forma integrada a disciplinas generalistas de saúde de crianças e atenção primária. Nas instituições analisadas, a configuração curricular prioriza uma abordagem baseada no ciclo de vida, com carga horária dedicada à hebiatria ainda subordinada a outros campos de saber.</p>
			<p>A inserção ocorre fragmentadamente embora as instituições apresentem o tema em suas matrizes curriculares, evidenciando uma lacuna na delimitação de conteúdos específicos voltados à autonomia e às necessidades típicas dos adolescentes. Portanto, a atual oferta curricular ainda apresenta desafios para consolidar uma formação alinhada às demandas específicas da enfermagem hebiátrica mesmo em cenários de referência.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<label>1</label>
				<mixed-citation>1. Instituto Pensi. O exercício da hebiatria não se resume a instruir o adolescente quando ele pede uma dica de contracepção [Internet]. São Paulo: Instituto Pensi; 2017 [acesso 2025 nov 15]. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://institutopensi.org.br/exercicio-da-hebiatria">https://institutopensi.org.br/exercicio-da-hebiatria</ext-link>
				</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>Instituto Pensi</collab>
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					<source>O exercício da hebiatria não se resume a instruir o adolescente quando ele pede uma dica de contracepção</source>
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					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Instituto Pensi</publisher-name>
					<year>2017</year>
					<date-in-citation content-type="access-date">acesso 2025 nov 15</date-in-citation>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<label>2</label>
				<mixed-citation>2. Organização Pan-Americana da Saúde. Estratégia e plano de ação regionais para fortalecer a atenção à saúde integral de crianças e adolescentes: inclusão e direitos. Washington (DC): OPAS; 2017. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/59828/CD56-8-Rev1_por.pdf">https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/59828/CD56-8-Rev1_por.pdf</ext-link>
				</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="report">
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						<collab>Organização Pan-Americana da Saúde</collab>
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					<source>Estratégia e plano de ação regionais para fortalecer a atenção à saúde integral de crianças e adolescentes: inclusão e direitos</source>
					<publisher-loc>Washington (DC)</publisher-loc>
					<publisher-name>OPAS</publisher-name>
					<year>2017</year>
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				</element-citation>
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				<label>3</label>
				<mixed-citation>3. Crespin J, Reato LFN. Hebiatria: medicina da adolescência. 1. ed. São Paulo: Roca; 2007.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>Reato</surname>
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					<source>Hebiatria: medicina da adolescência</source>
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					<year>2007</year>
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				<label>4</label>
				<mixed-citation>4. Queiroz LB. A medicina de adolescentes no Estado de São Paulo de 1970 a 1990: uma dimensão histórica [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2011.</mixed-citation>
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							<surname>Queiroz</surname>
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					<source>A medicina de adolescentes no Estado de São Paulo de 1970 a 1990: uma dimensão histórica</source>
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					<publisher-name>Universidade de São Paulo</publisher-name>
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				<label>5</label>
				<mixed-citation>5. Brasil. Ministério da Saúde. Marco legal: saúde, um direito de adolescentes. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2007. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/07_0400_M.pdf">https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/07_0400_M.pdf</ext-link>
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					<source>Marco legal: saúde, um direito de adolescentes</source>
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				<label>6</label>
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					<article-title>Main causes of hospital admissions of children and adolescents aged 0 to 18 in the city of Campina Grande/PB, from 2020 to 2022: a cross-sectional study</article-title>
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					<article-title>Analysis of professors' perceptions about the Escola Paulista de Enfermagem curriculum</article-title>
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					<article-title>Mapeando a formação do enfermeiro no Brasil: desafios para atuação em cenários complexos e globalizados</article-title>
					<source>Cienc Saude Coletiva</source>
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					<article-title>A importância do ensino, pesquisa e extensão na formação do aluno do ensino superior</article-title>
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					<article-title>Hospitalização do adolescente</article-title>
					<source>Rev Soc Bras Enferm Ped</source>
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				<label>Disponibilidade dos dados:</label>
				<p> Os dados do estudo estão disponibilizados no presente artigo.</p>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.31508/1676-3793202506i</article-id>
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					<subject>ORIGINAL ARTICLE</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Adolescent health and curricular integration in the Health Sciences</article-title>
			</title-group>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0538-7596</contrib-id>
					<name>
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					<role>contributed to the study conception and design</role>
					<role>data analysis and interpretation</role>
					<role>and writing and critical revision of the manuscript</role>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1001"><sup>1</sup></xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1001">
				<label>1</label>
				<country country="BR">Brazil</country>
				<institution content-type="original">Hospital São João Batista, Macaé, RJ, Brazil.</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c01001">
					<label>Corresponding author:</label> Bismarks Rodrigues Lopes | E-mail: bisrodrigues@hotmail.com </corresp>
				<fn fn-type="coi-statement">
					<label>Conflicts of interest:</label>
					<p> the author above has nothing to declare.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<sec>
					<title>Objective</title>
					<p> To map the inclusion of content related to the specificities of adolescent care in the Pedagogical Projects of undergraduate courses in Health Sciences, with an emphasis on Nursing, analyzing their alignment with the demands of undergraduate teaching.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Methods</title>
					<p> This descriptive qualitative research was based on document analysis of syllabi and teaching plans from two public higher education institutions. The institutions were intentionally selected because they are centers of reference, have prior integration of the topic, and constitute a study of exemplary cases. The procedure included the systematic identification of subjects, categorization of content, analysis of workload, and pedagogical methodologies, comparing the curriculum offered with the health needs of this age group as described in the literature.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results</title>
					<p> The findings show that the inclusion of specific content related to adolescent care is fragmented and mainly subordinate to the disciplines of pediatrics and primary care. Disparities were identified in the number of hours dedicated to the topic and gaps in the approach to skills focused on adolescent autonomy and subjectivity, highlighting that the topic still occupies a peripheral space in the curricula analyzed.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusion</title>
					<p> In the institutions studied, the curricular integration of the topic is partial, and the specific theoretical density is poor. A pedagogical restructuring is necessary to ensure the visibility of adolescent health as an autonomous field, thus promoting the training of nursing professionals capable of providing humanized and effective care.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Adolescent</kwd>
				<kwd>Adolescent medicine</kwd>
				<kwd>Curriculum</kwd>
				<kwd>Nursing</kwd>
			</kwd-group>
		</front-stub>
		<body>
			<sec sec-type="intro">
				<title>Introduction</title>
				<p>Adolescence is recognized as a phase of human development with unique psychosocial and biological needs; its changes require a new epistemic understanding of care. These periods and their age ranges are differently defined by the World Health Organization (adolescence: 10-19 years) and the United Nations (youth: 15-24 years). Although such criteria are widely used for statistical purposes and in the formulation of public policies, they highlight the plurality of perspectives on human development and the need for assistance that transcends conventional pediatric or adult practices.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>)</sup></p>
				<p>In this scenario/context, a critical analysis of adolescence requires integrating theoretical elements that allow for a better understanding of its multiple manifestations. Care directed towards this group requires specialized attention in different environments (such as schools, primary health care units, and hospitals), where nurses are the protagonists. The interface between nursing and adolescent health is established in the ability of these professionals to articulate technical-scientific care and the sensitivity necessary to deal with the transitions of this stage. Understanding how professionals adapt their knowledge and practices to these multiple dimensions is essential to ensuring effective care that is centered on the subjectivity of adolescents.</p>
				<p>The emergence and consolidation of adolescent medicine, an area focused on youth care practices (with historical roots in the late 19<sup>th</sup> century), stimulated scientific reflection in the academic environment. This context fostered the development of nursing interventions and care models that integrate specialized knowledge with the historical and cultural framework of the profession.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>)</sup> However, the practice of adolescent nursing still faces structural challenges, often being limited by academic training that ignores the autonomy and vulnerabilities typical of this population.</p>
				<p>The rationale for conducting this study was the need to investigate how higher education institutions are preparing future nurses to work in this field. Identifying gaps in pedagogical planning tools is fundamental to strengthening the role of nurses as agents of change in adolescent health, ensuring that their technical training is aligned with current social and academic demands.</p>
				<p>Therefore, the objectives of the present study were to map the inclusion of content on adolescent care in the Pedagogical Projects of undergraduate Health Sciences programs, with an emphasis on Nursing, and to analyze the alignment between the curriculum and the care needs of this population.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>Methods</title>
				<p>This descriptive study, with a qualitative approach, used document analysis as its main methodological procedure. The investigation focused on syllabi and course plans in undergraduate Nursing programs to map the presence and configuration of program content on adolescent care, identifying whether the topic is transversally addressed or as a specific curricular unit.</p>
				<p>The study was developed using data published by two public higher education institutions in Brazil. The sample selection was intentional and based on the criterion of exemplary reference cases. This choice was justified because the selected institutions have already integrated the topics of adolescent health and hebiatrics into their curricula. This methodological option allowed analysis of teaching strategies in scenarios where the topic presents pedagogical maturity and serves as a parameter for identifying potential and structural challenges that can be transposed to other educational contexts.</p>
				<p>In both institutions, the selection of curricular units followed the following two inclusion criteria: Thematic Relevance (units that explicitly mention the terms “adolescent health,” “hebiatrics,” or “adolescent care” in their syllabi or learning objectives) and Mandatory Nature (subjects that are part of the fixed curriculum of Nursing courses, ensuring that the analyzed content forms part of the basic training of all undergraduates).</p>
				<p>The document analysis was guided by three guiding axes to verify the contribution of the research to pediatric and adolescent nursing: (1) Teaching and Professional Training (analysis of the strategies organized to enable students to manage the specificities of adolescents), (2) Field of Practice and Internship [identification of suitable environments (hospitals, primary care centers and schools) that allow adolescents to experience autonomy and identity] and (3) Development of Communication Skills (verification of activities aimed at enabling university students to communicate sensitively and effectively with young people).</p>
				<p>Finally, the study used only publicly available and unrestricted data owned by the institutions, without involving or identifying human beings.</p>
				<p>Thus, in accordance with the National/Brazilian Health Council (Resolution 510; 07/04/2016), submitting this study to the evaluation of a Research Ethics Committee was not necessary.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results">
				<title>Results</title>
				<p>The analysis of the Pedagogical Projects of courses and teaching plans from the two higher education institutions allowed us to identify five curricular units that met the inclusion criteria. In total, 585 hours (theoretical and practical workload) were analyzed; they were related to the topic of adolescent and child health in both institutions (<xref ref-type="table" rid="t1001">Table 1</xref>).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t1001">
						<label>Table 1</label>
						<caption>
							<title>Characterization of the institutional curricular matrices analyzed.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Institutions</th>
									<th style="font-weight:normal">Total Course Hours (hours)</th>
									<th style="font-weight:normal">Completion Time (semesters)</th>
									<th style="font-weight:normal">Curricular Units with the topic of interest</th>
									<th style="font-weight:normal">Time Dedicated to the Theme (hours)</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td>A</td>
									<td align="center">4,000</td>
									<td align="center">10</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">405</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>B</td>
									<td align="center">5,440</td>
									<td align="center">9</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">180</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The details of the syllabi and learning objectives show different strategies for incorporating the topic into the curricula (<xref ref-type="table" rid="t2001">Chart 1</xref>).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t2001">
						<label>Chart 1</label>
						<caption>
							<title>Detailed description of the curricular units related to adolescent health in Institutions A and B.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Institutions</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Subjects related to adolescence</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Total workload (h)</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Semester periods</th>
									<th align="left" style="font-weight:normal">Objectives/Syllabus</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td rowspan="3" valign="top">A</td>
									<td valign="top">Nursing in Primary Health Care</td>
									<td valign="top">120</td>
									<td valign="top">4º</td>
									<td valign="top">To present primary care with a focus on the Family Health Strategy as the entry point to the Unified Health System (SUS). To address nursing actions in the lines of care for the health of men, women, children, adolescents, young people, and the elderly.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Nursing in Child Health Care</td>
									<td valign="top">135</td>
									<td valign="top">6º</td>
									<td valign="top">To study the biopsychosocial and cultural characteristics of children in different stages of growth and development.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td valign="top">Nursing in Child Health Care (Curricular Internship)</td>
									<td valign="top">150</td>
									<td valign="top">10º</td>
									<td valign="top">Care model centered on children, adolescents, families, and the community.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td rowspan="2" valign="top">B</td>
									<td valign="top">Nursing in Child Health Care I</td>
									<td valign="top">120</td>
									<td valign="top">6º</td>
									<td valign="top">To provide nursing care to children based on the ethical, legal, and professional principles of the profession and the SUS.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Nursing in Adolescent Health Care</td>
									<td>60</td>
									<td>7º</td>
									<td>To provide nursing care to adolescents based on the ethical, legal, and professional principles of the profession and the SUS.</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>At institution A, the topic is integrated and shared with the content of pediatrics and primary care. The topic of adolescents is included within a life cycle context without an exclusive curricular unit for adolescent medicine, although it has the highest absolute workload (405 h).</p>
				<p>In institution B, there is a specific curricular unit for adolescent health (60 h). There is a pedagogical delimitation for adolescent medicine as a field of knowledge distinct from traditional pediatrics, although the total hours dedicated to the topic are less than those in institution A.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="discussion">
				<title>Discussion</title>
				<p>The disparity observed between the total course hours and the time dedicated to adolescent health reveals that the teaching of adolescent medicine occupies a peripheral space in undergraduate nursing curricula, even in institutions considered as the benchmarks. The findings indicate that the topic is integrated, but in a way that is subordinate to pediatrics or diluted in general primary care disciplines.</p>
				<p>This subordination (observed especially in institution A) confirms the risk of “infantilizing” the care of young people. By maintaining adolescent medicine as an appendix to pediatrics, the Pedagogical Projects of Courses may limit students’ perception of the specific vulnerabilities of this phase, such as the search for autonomy and the complexities of sexual and reproductive health. For both pediatric and adolescent nursing, this fragmented model makes it difficult to consolidate the competencies necessary for care that recognizes adolescents as protagonists of their own health processes.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>)</sup></p>
				<p>On the other hand, institution B presents a strategic advantage by establishing an exclusive curricular unit for adolescent health. Although the absolute workload of 60 h is less than that in institution A, this delimitation favors recognizing adolescent medicine as an autonomous field of knowledge. Specific disciplines facilitate the development of sensitive communication skills and the handling of ethical issues (such as confidentiality and privacy), which are fundamental for qualified nursing care.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>)</sup></p>
				<p>By comparing curricula with practical reality, both institutions align themselves with public policies (such as the Health in Schools Program). However, the challenge of internship placements persists: the lack of inpatient units or dedicated outpatient clinics for adolescents forces undergraduates to adapt care in inadequate settings, which can compromise the application of specific care technologies for this age group.<sup>(<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>)</sup></p>
				<p>As limitations, we point out the intentional nature of the sample and the exclusive focus on documentary data from public reference institutions, which prevent generalizing the results. The analysis was restricted to the formal plan of the curricula and did not capture the actual pedagogical practices in the classroom; this suggests the need for future research, including the perception of teachers and students.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>Conclusion</title>
				<p>The topic of adolescent care in Nursing Course Curricula is still associated with generalist disciplines of child health and primary care. In the institutions analyzed, the curricular configuration prioritizes a life-cycle-based approach, and the time dedicated to adolescent medicine is still subordinated to other fields of knowledge. Its inclusion occurs fragmentarily, although the institutions present the topic in their curricular matrices, highlighting a gap in the delimitation of specific content focused on adolescents’ autonomy and typical needs. Therefore, the current curricular offering still presents challenges to consolidate training aligned with the specific demands of adolescent nursing, even in reference scenarios.</p>
			</sec>
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				<fn fn-type="data-availability" specific-use="data-in-article">
					<label>Data availability:</label>
					<p> The study data are available in this article.</p>
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