Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2011;11(1):5-7.
AINTERFACE DO CUIDAR E EDUCAR EA CONSTRUÇÃO DE UMA CULTURA DE PAZ
DOI: 10.31508/1676-3793201100001
As políticas da assistência à infância vêm sendo modificadas no transcorrer do percurso histórico e refletem o valor que a sociedade atribui à criança, repercutindo na maneira como é cuidada. Socialmente valorizada, seu cuidado é baseado em algumas premissas, que destacam que o principal objetivo de todo cuidado é proteger e favorecer seu crescimento e desenvolvimento. Neste sentido, pesquisas em áreas como a psicologia e a neurobiologia, por exemplo, confirmam amplamente a importância das experiências dos primeiros anos de vida no desenvolvimento da criança, o que torna imprescindível o conhecimento desses processos para que ela possa ser adequadamente cuidada, seja no lar, na creche, na escola e nos diversos equipamentos de atendimento à saúde e educação().
Faz-se necessário ressaltar que o modelo de atenção proposto pelo Ministério da Saúde – MS, nos últimos anos, tem privilegiado a reorientação da organização dos serviços de atenção básica, com enfoque na promoção e prevenção, buscando romper com a hegemonia do cuidado de cunho curativo, centrado na atenção hospitalar. A atenção básica, orienta-se pelos princípios e conceitos do Sistema Único de Saúde -SUS e caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde de âmbito individual e coletivo. Em 1984, o MS, ao implantar o “Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança” – PAISC, objetiva direcionar as ações de saúde prestadas à criança de 0 a 5 anos de idade para um enfoque preventivo. Dentre as cinco ações básicas preconizadas, enfatiza a importância da monitorização sistemática dos processos de crescimento e desenvolvimento da criança por meio de instrumentos apropriados, considerando-a o eixo integrador de todas as ações básicas. Destaca-se também, a Puericultura que se realiza com forte componente de educação recíproca entre crianças, seus familiares, equipe multiprofissional, além da participação da comunidade. Por meio dela, busca-se assegurar o desenvolvimento da criança e do adolescente, em seus aspectos biológicos, psicológicos, socioculturais e espirituais, com perspectiva a promover saúde, prevenir doença e favorecer a qualidade de vida.
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