Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2025;25:eSOBEP202504.

Percepções parentais sobre crenças e práticas de cuidado com crianças nascidas prematuras

Isabella Folha , Kelly Cristina Sbampato Calado , Larissa Perez Pardo , Edmara Bazoni Soares , Maria Magda Ferreira Gomes

DOI: 10.31508/1676-3793202504

Resumo

Objetivo

Analisar a percepção dos pais sobre as crenças e práticas no cuidado de crianças nascidas prematuras, correlacionando-a com o marco de desenvolvimento infantil.

Método

Este estudo do tipo survey foi realizado com pais de crianças prematuras com até três anos de idade. Os dados foram coletados em instrumentos disponíveis na plataforma REDCap, incluindo questionário sociodemográfico, variáveis perinatais e neonatais, além da Escala de Crenças Parentais e Práticas de Cuidado (E-CPPC). Os dados foram analisados por estatística descritiva; para avaliar associações, foram usados os testes Qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher (nível de significância: 5%).

Resultados

Um total de 30 mães participaram, sendo que 46,6% das crianças nasceram prematuras extremas ou moderadas. As mães mostraram maior valorização de práticas voltadas ao bem-estar físico imediato (tais como manter as crianças limpas e evitar acidentes), em detrimento de estímulos cognitivos (tais como ler livros ou jogar com elas). Porém, práticas de interação direta, tais como “ouvir o que as crianças têm a dizer” (r=0,369; p=0,045) e “ficar de frente, olho no olho com as crianças” (r=0,403; p=0,027), apresentaram uma significativa correlação com os marcos do desenvolvimento; eles não foram plenamente atingidos, especialmente em fala e locomoção.

Conclusão

Os pais valorizam os cuidados afetivo e interativo apesar do contexto de vulnerabilidade. Os serviços de saúde devem promover a estimulação precoce e o envolvimento familiar, favorecendo o desenvolvimento integral das crianças prematuras.

Percepções parentais sobre crenças e práticas de cuidado com crianças nascidas prematuras

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