Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped.2025;25:eSOBEP202512.
Experiência de uma enfermeira na mediação de grupo de cuidado para crianças que ouvem vozes
Resumo
Objetivo
Este relato apresenta a mediação de uma enfermeira em grupo de cuidado para crianças de 9 a 12 anos que ouvem vozes.
Métodos
O grupo utilizou o formato virtual, para a realização das atividades lúdicas e dialógicas para promover escuta e acolhimento.
Resultados
Foram adotadas estratégias como validação das experiências auditivas, suporte emocional contínuo, educação familiar e estímulo ao protagonismo infantil, respeitando a singularidade das crianças. Embora a escuta de vozes na infância seja frequentemente associada a transtornos psicopatológicos, este trabalho reconhece sua dimensão subjetiva, enfatizando a importância de abordagens éticas e multidisciplinares. a redução do estigma, o fortalecimento da autoestima e a ampliação das redes de apoio, favorecendo a construção de ambientes seguros de expressão.
Considerações finais
A atuação do enfermeiro revela-se central, ao promover práticas dialógicas que reconhecem a criança como sujeito ativo do cuidado, fortalecendo vínculos de confiança e processos de empoderamento.
Palavras-chave: Criança; Enfermeiros; Saúde mental; Terapia de Grupo
